Domingo, 26 Outubro 2014  01:58:13

Funcionárias de terceirizada vão à Prefeitura reclamar o 13º salário

  • Escrito por  Fábio Taconelli
Funcionárias da JLS Serviços foram à Prefeitura reclamar da falta de pagamento do 13º salário. Funcionárias da JLS Serviços foram à Prefeitura reclamar da falta de pagamento do 13º salário. (Foto:Fábio Taconelli)

Pelo menos 50 funcionárias da JLS Serviços foram à Prefeitura de São Carlos reclamar da falta de pagamento do 13º salário e da não distribuição de cestas básicas, conforme prevê o contrato de trabalho.

 

Os funcionários foram à Gerência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego e à Prefeitura de São Carlos. O procurador geral do município, Waldomiro Bueno de Oliveira, afirmou que a Prefeitura estuda o rompimento do contrato com a empresa e contratar outra em caráter emergencial para que os serviços de limpeza de departamentos da Prefeitura e escolas municipais não sejam prejudicados. “A Prefeitura está com os pagamentos rigorosamente em dia com a empresa. Ao que tudo indica, foi a empresa que agiu de má fé com os funcionários e não os pagou”, explicou Oliveira.

Isabel Cristina Batista trabalha para a JLS Serviços há quatro anos. Segundo ela, a empresa, desde março do ano passado, não deposita o INSS em dia. Alguns funcionários relatam que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não é depositado. “O nosso salário atrasa de 10 a 18 dias e no dia 20 a gente tinha a esperança de receber o 13º salário. Não recebemos nem o 13º e nem a cesta básica”, desabafou.

“Eu tenho o marido que ajuda nas despesas de casa. E quem não tem? Quem tem criança? Aluguel para pagar?”, questiona.

A empresa tem aproximadamente 120 funcionários, que recebem R$ 900 brutos e a cesta básica. “Faz seis meses que trabalho na JLS e recebi apenas uma cesta básica. O pagamento nunca sai no dia certo. Um mês ele paga no dia 12, no outro, dia 17... Fundo de Garantia também não depositam e descontam todo mês R$ 70 do nosso salário”.

De acordo com o Procurador Geral do Município, a Prefeitura toma todas as providências para solucionar o problema. “O contrato prevê algumas penalidades pelo descumprimento das obrigações”, pondera.

De acordo com Waldomiro Bueno de Oliveira, a Prefeitura faz a fiscalização da empresa com o objetivo de verificar se o pagamento dos funcionários é pago corretamente. “Exigimos uma série de documentos que estavam sendo apresentados pela empresa”, afirmou. “Infelizmente, nesse mês de dezembro ainda não recebemos esse controle, mas já estudamos as penalidades a serem aplicadas. Caso haja o rompimento do contrato, o nosso compromisso é o de solicitar à nova empresa, a contratação dessas funcionárias”, explicou.

A Prefeitura também apresentou um extrato em que constam três pagamentos à empresa no dia 9 de dezembro - R$ 56.269,19; R$ 81.828,12 e R$ 2.209,02.

O gerente regional do trabalho, Antônio Valério Morillas Júnior, também foi comunicado do problema. “A Prefeitura nos comunicou dessa irregularidade. Estamos tentando negociar o pagamento, mas não estamos encontrando os responsáveis pela empresa. Além disso, estamos levantando uma série de irregularidades da empresa, como o não pagamento em dia e o não cumprimento dos acordos estabelecidos em convenção coletiva”.

O vereador Roselei Françoso (PT) foi chamado para acompanhar as funcionárias na denúncia e informou que na próxima sexta-feira (27), às 10h, haverá uma reunião entre os funcionários e a Prefeitura para uma solução do caso.

A reportagem do Primeira Página tentou um contato com o responsável da empresa, mas o telefone estava desligado. Niguém do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação se manifestou sobre o assunto.

 

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