Terça-feira, 21 Novembro 2017  11:05:43

Câmara barra segunda denúncia contra Temer

  • Escrito por  Redação
Câmara barra segunda denúncia contra Temer (Foto: Divulgação)

A Câmara dos Deputados  reuniu na noite de ontem (25) votos suficientes para barrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer.

Até o fechamento desta edição, 178 deputados haviam votado contra a denúncia e 163 à favor. Devido às ausências não foi possível à oposição e aos dissidentes da base governista atingir o mínimo de 342 votos para que o Supremo Tribunal Federal seja autorizado a analisar a acusação contra o presidente da República e dois de seus ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Apesar de os governistas terem levado oito horas para reunir o número mínimo de deputados para abrir a sessão, o resultado repete o desfecho da análise da primeira denúncia da Procuradoria-Geral da República, em agosto, que foi barrada por 263 votos a 227.

Os dois casos —acusação de corrupção passiva na primeira e obstrução da Justiça e organização criminosa, na segunda— ficam congelados e só voltam a tramitar após o fim do mandato de Temer, em janeiro de 2019.

O resultado final dessa terça encerra o conturbado momento político iniciado em maio de 2017 com a divulgação do áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

Orientaram a favor de Temer PMDB, PP, Avante, PSD, PR, DEM, PTB, Pros, PSL, PRB, Solidariedade, PSC e PEN. Contra, PT, PSB, PDT, PC do B, Podemos, PPS, PHS, PSOL e Rede.

Ficaram em cima do muro (liberaram as bancadas) o PV e o PSDB, esse último principal aliado do PMDB no governo. O partido rachou durante todo a crise. De um lado, o grupo de Aécio Neves (MG), favorável a Temer, e de onde saiu o relatório favorável a Temer. De outro, o de Geraldo Alckmin (SP) e Tasso Jereissati (CE), contra, além da maioria dos deputados mais jovens do partido.

Nos discursos da sessão desta quarta, Temer foi acusado por vários deputados de comprar votos para permanecer no poder. "Não aceitamos que o presidente da República tenha que trocar votos por trabalho escravo no país", afirmou Alessandro Molon (Rede-RJ). "São movidos por dinheiro. São confessadamente movidos por dinheiro", disse Miro Teixeira (Rede-RJ). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu para tirar essas últimas palavras dos autos.

 

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