Segunda-feira, 19 Novembro 2018  15:09:23

“Eles furtaram a minha empresa”, afirma proprietário da Suzantur

  • Escrito por  Redação
Brogliato afirmou ainda que o Secretário de Trânsito, Antônio Clóvis Pinto Ferraz, vulgo Coca, não pensa no transporte e não quer resolver os problemas do transporte coletivo Brogliato afirmou ainda que o Secretário de Trânsito, Antônio Clóvis Pinto Ferraz, vulgo Coca, não pensa no transporte e não quer resolver os problemas do transporte coletivo (Foto: Divulgação)

O proprietário da Transportadora Turística Suzano, a Suzantur, Claudinei Brogliato, foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a intervenção no transporte coletivo que ocorreu em 23 de janeiro e durou 44 dias. Brogliato afirmou que os administradores da intervenção promoveram um verdadeiro furto na empresa. “Quando reassumi vi toda a minha frota sucateada. Eles roubaram a minha empresa”, disse.

O depoimento do proprietário da Suzantur durou mais de três horas e os dados apresentados foram assustadores. Brogliato afirmou que Ademir Souza e Silva, então braço direito do prefeito Airton Garcia (PSB), chefe de gabinete da Procuradoria Geral do Município e na época Secretário de Trânsito era um verdadeiro louco. “Inventaram a ideia que a empresa dava R$ 500 mil de lucro e que precisa apenas de um motorista e um cobrador para rodar os ônibus. Isso é uma loucura. A situação era caótica. Para colocar um ônibus na rua há pelo menos cinco pessoas envolvidas. Sem falar no prejuízo do não pagamento da gratuidade”, explicou.

Nos dados apresentados o proprietário da Suzantur explicou que o não pagamento da gratuidade por parte do município gerou um prejuízo de R$ 10 milhões apenas em 2017. “São Carlos é uma cidade diferente das demais, tem suas demandas e aqui se faz necessário à gratuidade. Viemos em um período emergencial para socorrer a cidade uma vez que a Justiça e o Ministério Público proibiram a outra empresa de circular. Viemos ajudar São Carlos e fomos massacrados”.

Brogliato disse que o grande problema foi que a contratação emergencial foi feita em período eleitoral e quiseram usar a empresa para ganhar votos. “Nós não percebemos que a contratação emergencial seria utilizada de forma eleitoreira. Fomos prejudicados aí. Viemos ajudar São Carlos e recebemos criticas de todos os lados”, disse.

Ainda ao responder os questionamentos dos vereadores Dimitre Sean, Marquinho Amaral, Leandro Guerreiro e Luiz Henrique Kiki, Claudinei Brogliato afirmou que queria investir em São Carlos e participar da licitação. “Claro que gostaria de participar da licitação e investir em São Carlos, mas esta atual licitação é ruim para o município, não há outorga, não há exigência de investimentos e a idade média dos ônibus aumentou. É uma licitação ruim para São Carlos e dirigida. Essa licitação está dirigida”, afirmou.

Brogliato afirmou ainda que o Secretário de Trânsito, Antônio Clóvis Pinto Ferraz, vulgo Coca, não pensa no transporte e não quer resolver os problemas do transporte coletivo. “O Coca não pensa na cidade, não pensa no transporte, ele pensa em outra coisa”, afirmou.

A intervenção

O período de intervenção foi marcado por paralisações de funcionários, troca de secretários e reclamações de usuários por conta da qualidade do serviço, que estava com menos linhas operando.

Em fevereiro, a Câmara aprovou a liberação de R$ 2 milhões para gastos da prefeitura com a intervenção.

No início de março, o secretário de Transporte e Trânsito, Coca Ferraz, assinou um termo de compromisso de 3 meses com a Suzantur. Segundo Ferraz, o fim da intervenção, que deveria durar 180 dias, aconteceu porque o serviço estava um 'caos e a população sofrendo'.

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