Terça-feira, 21 Novembro 2017  21:13:11

Inclusão Social e Integração

  • Escrito por  (*) Alfredo Colenci Junior

A equação econômica não se completa, dado que as necessidades humanas são sempre maiores que as possibilidades de seu razoável atendimento. Entretanto no caso brasileiro, percebe-se claramente que esta inequação está crescendo desproporcionalmente mais rápida, exponencialmente até, do que a capacidade de se produzir e de se distribuir socialmente, não permitindo, mesmo que minimamente o atendimento das condições dignas de vida aos milhões de excluídos. A questão não está na produção de bens e serviços mas, principalmente na sua distribuição e nas questões logísticas e de infraestrutura. O Brasil é um país rico mas a maior parte de sua população é pobre ou miserável! Planejamento mal, ou sequer, feito, desperdícios, perdas e descontroles refletem-se diretamente na qualidade de vida de seu povo. Tudo se passa e poucos se apercebem, como se fosse o Brasil uma enorme e sortida loja, de portas arrombadas localizada na região mais comercial da cidade. Tudo entra e tudo sai, sem controle e pior, sem a mínima preocupação de se estabelecer uma gestão eficaz sobre as riquezas nacionais. Agora no desespero de se fecharem as contas nacionais, sai o mandatário-mor a vender os ativos estratégicos...Poderá este país, de fato, estabelecer a regulamentação necessária e o controle efetivo de seu uso em benefício dos interesses nacionais? Detém soberania para tanto?  Ou, esta ação recorrente é tão inconsequente, que não se avaliam os riscos estratégicos de perda de poder para o novo proprietário hegemônico dos bens nacionais? Há algum tempo os países hegemônicos passaram a dar maior ênfase à submissão de outros através da tecnologia e da economia dela decorrente, substituindo-a ao militarismo. A dependência através do conhecimento, e o exercício do poder econômico, embutido em produtos, serviços e sistemas cria um impagável déficit ou, uma dependência absoluta que remete à subalternidade. Esta é a visão Geopolítica de nossos dias e o Brasil capitula rapidamente nessa direção por conta de seu mau gerenciamento e como recorrência, entrega seu patrimônio como providencia imediatista “de puxadinho”, sem medir as consequências de médio e longo prazos. A condição subalterna do país aos credores e aos países hegemônicos o impede de exercer efetivamente a função controle sobre as ações que são tomadas às vezes em seu nome, outras tantas, em nome dos patrimonialistas que o representam. Atentem pois...

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