Terça-feira, 26 Setembro 2017  00:18:55

Leite Derramado é apresentado em Araraquara

  • Escrito por  Redação
Obra propõe uma elaboração estética da singular experiência do tempo no Brasil Obra propõe uma elaboração estética da singular experiência do tempo no Brasil (Foto: Divulgação)

Após ter sua estreia no Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos em 2016, o espetáculo de teatro “Leite Derramado” estará no Sesc Araraquara em única apresentação no sábado (20), às 20 horas. Com direção de Roberto Alvim, a montagem, uma adaptação do romance de Chico Buarque publicado em 2009, conta com Juliana Galdino, Renato Forner, Diego Machado, Taynã Marquezone, Caio D’aguilar, Marcel Gritten, Luis Fernando Pasquarelli e Nathalia Manocchio no elenco. 

A peça recebeu indicação ao Prêmio APCA de Melhor Atriz – Juliana Galdino; três indicações ao Prêmio Shell: Melhor Atriz – Juliana Galdino, Melhor Direção – Roberto Alvim e Melhor Iluminação – Domingos Quintiliano.

Lançado em dezenas de países, o livro Leite Derramado foi o vencedor dos prêmios mais importantes da Literatura em língua portuguesa: Prêmio Bravo!, Prêmio Jabuti e Prêmio Portugal Telecom. Trata-se de uma visão panorâmica de séculos da História do Brasil que termina apontando para a necessidade urgente de reconstruirmos nossos procedimentos éticos em direção a novas possibilidades de ação política.

Seu protagonista é Eulálio D’Assumpção que, aos 100 anos de idade, encontra-se abandonado numa maca em um corredor de hospital público. É o herdeiro de uma tradicional família que chegou ao país com a corte portuguesa: antepassados aristocratas, avô latifundiário escravagista, pai senador corrupto, neto guerrilheiro, bisneto traficante… 

Perdulário, alienado e contraditório, está agora completamente falido e se defronta com a precariedade trágica de um sistema construído por uma elite rentista nacional da qual sua família foi parte integrante.

A obra propõe uma elaboração estética da singular experiência do tempo no Brasil, situando-se numa interzona na qual tudo se transmuta apenas para repetir-se em sua sórdida estrutura autodevoradora: delirando, nos últimos instantes de sua vida, o protagonista é atravessado por eventos cruciais de nossa História, em um pandemônio no qual ruem as fronteiras que separam mundo interno e mundo externo, passado e presente, memória e imaginação, religião e poder, indivíduo e sociedade, política e mitologia.

 

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