Terça-feira, 21 Novembro 2017  18:43:01

Paula Toller e sua essência rock'n'roll

  • Escrito por  Agência Estado

 Paula Toller vive plenamente um novo momento da carreira. Ela mergulhou de cabeça em seus projetos - e se espraiou também em outras frentes. Lançou um espumante que leva seu nome, LaToller. É coprodutora da cinebiografia de Erasmo Carlos, Minha Fama de Mau, que tem direção de seu marido, Lui Farias, além de fazer participação especial no filme. E está com uma turnê inédita na estrada, Como Eu Quero, que chegou a São Paulo nesta sexta, 10, no Teatro Bradesco. "Nos últimos anos, estou mais rock' n' roll, mais solta. Estou fazendo uma porção de coisas que eu não fazia, que eu não tinha tempo para fazer... Que eu não tinha tempo, não que eu não fazia tempo, porque tempo você faz. Eu ficava focada demais só em turnê e disco, e atualmente estou bem mais soltinha", diz Paula, em entrevista à reportagem.

No ano passado, o Kid Abelha anunciou o fim da banda, e cada integrante seguiu seu caminho na música. Essa rotina com banda era um ciclo que precisava ser encerrado, para você ter mais liberdade? "Não sei, eu me sentia mais presa. Mas é uma época diferente, você quer coisas diferentes, quer andar em grupo, e acho que esse ciclo chegou ao fim. A banda não chegou ao fim, ela está aí, na vida das pessoas." E, após mais de 30 anos de convivência em grupo, não bate saudade disso? "Estou 100% dedicada ao que estou fazendo, então não fico pensando nesses termos", responde a cantora e compositora, de 55 anos. Seu foco agora é o novo show, que tem direção musical de Liminha, seu amigo de longa data, baixista do Mutantes e produtor de históricos discos do rock nacional, inclusive de álbuns do Kid Abelha.

A apresentação como um todo foi pensada da maneira que Paula desejava - como pode sugerir o próprio título do show, inspirado no hit de sua ex-banda -, mas ela conta que essa sua participação ativa não vem de agora. "Sempre fui muito atuante em todas as fases de montagem de show, desde o repertório, independentemente de ser Kid ou solo. Sempre fui acostumada assim: todo mundo decidindo repertório, arranjos, tudo sempre foi feito em equipe. Continua a mesma coisa, só que são outras pessoas, claro que tenho uma liderança mais concreta."

Nesse setlist, Paula faz um passeio pela carreira solo e em grupo com grandes sucessos, como Fixação, Como Eu Quero, Eu Tive Um Sonho, Te Amo Pra Sempre e Grande Hotel. Mas foi além, com canções menos conhecidas e releituras também.

Quais as dificuldades em montar um repertório assim? "É uma questão do que você vai tirar. Dentro disso, entra a preferência do público por algumas músicas que não podem ficar de fora, algumas coisas que você quer colocar, tipo uns lados B, como, por exemplo, uma música chamada Eu Tô Tentando, e novidades, coisas para o público ouvir, não só cantar. Procuro fazer assim e é muito intuitivo para mim, não fico teorizando, não", explica ela, que, no palco, é acompanhada por Liminha (arranjos e violão), Gustavo Camardella (violão), Pedro Augusto (teclados), Pedro Dias (baixo) e Adal Fonseca (bateria).

Entre as releituras ouvidas na voz de La Toller, estão canções como Ando Meio Desligado, dos Mutantes, Céu Azul, da banda Charlie Brown Jr., e Deixa a Vibe Te Levar, versão de Don't You Worry 'Bout a Thing, de Stevie Wonder - e que reflete o atual estado de espírito de Paula. "Charlie Brown é uma banda que ninguém jamais compararia ao Kid, é mais pesada, e, no entanto, eles compuseram uma canção superdelicada, é quase uma bossa, então eu trouxe para mim."

Adicionar comentário

Atenção

• Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post e são de inteira responsabilidade de seus autores.

• Não representam necessariamente a opinião deste jornal.

PUBLICIDADE

Prefeitura Dengue v2
Bogas
Atlântica
Prefeitura Dengue v1

PUBLICIDADE

Jornal 1ª Primeira Página. Todos os direitos reservados.