Quinta-feira, 19 Abril 2018  18:56:27

Musicoterapia é grande aliada de pacientes que têm dores crônicas e agudas

  • Escrito por  Siméia Nunes

Estudos científicos já demonstraram que a música pode promover o equilíbrio entre o corpo e o emocional, proporcionando bem-estar físico e psíquico ao ser humano. Ela, segundo a Associação Americana de Musicoterapia (AMTA), age diretamente no cérebro e promove o controle de emoções, afetividade e motivação. Por meio da Musicoterapia, uso clínico da música para minimizar sintomas de várias doenças, é possível desenvolver potenciais e recuperar funções físicas, mentais, sociais e cognitivas. Crianças, adolescentes, adultos e idosos que sofrem com dores agudas e crônicas, incluindo mães em trabalho de parto, têm usado esta terapia.

Segundo Thaiane de Fátima, psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, a música promove o equilíbrio entre a mente e o corpo, agindo no cérebro fazendo com que ocorra o controle das emoções, da parte afetiva e também da motivação. “A musicoterapia ajuda a minimizar os sintomas de muitas doenças. Crianças, adolescentes, adultos e idosos que sofrem de dores agudas e de outras patologias podem usar esse tipo de terapia e com isso amenizar o sofrimento trazido por essas doenças”, afirmou Thaiane.

Para ela, a música modifica o pensamento (cognição) e com isso muda também o comportamento da pessoa, trazendo resultados positivos na dor crônica. “Bem estar, diminuição do estresse, alívio da dor, conseguir expressar melhor as emoções e sentimentos, melhora da memória, aumento da comunicação e socialização são os benefícios da musicoterapia. A musicoterapia ajuda na reabilitação física e qualidade de vida”, destacou a psicóloga.

De acordo com Thaiane, quando se relaciona música e neurociências é possível ver que a música ativa diversas regiões do cérebro: o hipotálamo  (que regula a temperatura, o apetite e o estado de ânimo); ativa também  o tálamo ( que interpreta os sentidos); e o hipocampo (que é responsável pela  memória). Além disso, a música atua também nos lóbulos parietal, temporal e frontal, estimulando funções cognitivas. “Com as pesquisas e a evolução das neurociências, hoje já é possível mapear como a música age no sistema nervoso e as reações físicas e psicológicas produzidas neste processo. A música, a psicologia e as neurociências são diferentes  áreas de conhecimento, porém juntas estão trazendo muitos benefícios para pessoas  que sofrem de dor crônica”, Thaiane de Fátima Barbosa.

 

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