Sábado, 23 Setembro 2017  20:14:15

Tika lança carreira solo e seu primeiro EP no Sesc

  • Escrito por  Sarah Mascarenhas
Primeiro EP da cantora foi produzido pelo tecladista Trz. Primeiro EP da cantora foi produzido pelo tecladista Trz. (Foto:José de Holanda)

Nesta sexta feira, 23, o Sesc São Carlos recebe mais um artista representativo na cultura da cidade para lançamento de novo disco de trabalho. O mês de janeiro foi preparado para receber estes shows. Na semana passada foi a vez de Netto Rockefeller e, agora, a cantora Tika volta à cidade para repetir o show de lançamento do primeiro álbum da carreira solo da cantora. O show faz parte do projeto “Todos os tons” que acontece toda sexta feira, às 20 horas.

Tika é de Rio Claro e escolheu São Carlos como lar por alguns anos de sua vida. Aqui construiu grandes parcerias que ajudaram a cantora ir atrás de seus sonhos. Depois de passar pelo curso de educação musical na UFSCar, Tika se mudou para capital onde se encontrou com Fernando Trz, tecladista da banda Lavoura Eletro, Cérebro eletrônico, e outras ‘gigs’ que surgem por aí. A partir deste encontro Tika passou a circular pelas festas em que os artistas mais significativos do momento têm se apresentado. 

A parceria entre Tika e Trz resultou na produção do seu primeiro EP, o que lança a cantora em sua carreira solo. O disco tem quatro faixas e conta com a participação de músicos reconhecidos na cena autoral paulistana, como Rodrigo Campos, Thiago França, Pipo Pegoraro, Tatá Aeroplano e Emilio Martins. Em seu novo show, Tika apresenta as canções do seu EP e outras de compositores contemporâneos como Romulo Fróes, Gui Amabis, Lucas Santtana, Rafael Castro e Passo Torto, além de algumas composições novas.

Além do show de lançamento na sexta feira, haverá também uma apresentação da banda Quizumba, grupo referência na cidade pelo seu repertório MPB. Tika cedeu uma entrevista ao jornal Primeira Página e aproveita para convidar a todos para conhecer seu trabalho autoral e curtir um show da banda Quizumba.

JPP – Neste seu primeiro EP como cantora, carreira solo, existiu alguma mensagem que quis transmitir para quem ouve? 

A princípio não houve intenção de falar sobre um único tema nas canções. Queria gravar as minhas composições - aquelas que eu mais gostava, e gravar também alguma coisa inédita de compositores amigos. Inevitavelmente, todas falam de amor. A estética sonora e os artistas envolvidos é que revelam o conceito desse trabalho.

JPP - Como foi a escolha das canções e a elaboração do disco? Estúdio, produção, primeiros shows de lançamento?

Primeiro de tudo, eu convidei o Fernando Trz para a produção musical. A partir daí nos reuníamos com frequência, eu mostrava minhas composições pra ele, até escolhermos juntos quais entrariam no disco. Sempre quis gravar uma música do Junio Barreto, sou apaixonada por suas composições, então deu certo de gravar Doce Guia. E Anjo era uma música ainda inédita do meu amigo Mário Martinez. Gravamos essas quatro canções somente eu na voz e violão e o Trz nos teclados e programações. Depois dessa pré-produção entramos em estúdio para gravar todos os instrumentos definitivos. Fui convidando os músicos para participar a cada faixa. Depois de finalizado distribuí digitalmente o EP pela Tratore. Dá para ouvir e comprar na iTunes, Deezer, Spotify, Rdio, Youtube e Soundcloud. O show de lançamento aconteceu no Festival Contato em São Carlos e contou com a participação do cantor Otto.

JPP – São Carlos já foi seu lar, como é a relação com a cidade hoje?

Eu morei durante cinco anos em São Carlos, na época em que estudei Música na UFSCar. Nesse tempo me apresentei como cantora com o grupo vocal Dó Bemol e com a banda Quizumba, com a qual eu faço shows até hoje. Então eu construí um público muito especial na cidade, além das relações de amizade com músicos são-carlenses. Adoro São Carlos.

JPP – Você acredita que estar morando na capital paulista foi o diferencial para esse start inicial da sua carreira?

Sim. Em São Paulo tem muita gente interessada e trabalhando com música e arte em geral, na mesma proporção de sua população, que é de quase 12 milhões de habitantes, entende? Então não tem como comparar as oportunidades com nenhuma outra cidade.

JPP – Conte sobre as parcerias que tem surgido como com o cantor Otto, o tecladista Trz, o compositor Junio Barreto, entre outros.

Essas parcerias também têm a ver com São Paulo, que foi onde eu conheci todos esses músicos. Eu e Trz já tínhamos amigos em comum de São Carlos, já o conhecia de nome, mas acabei conhecendo-o pessoalmente mesmo em São Paulo. O Junio Barreto eu era fã, fui em um show seu no Vale do Anhangabaú, e depois do show tive oportunidade de conversar com ele. Depois de uns dias ele é quem apareceu num show meu em São Paulo, para minha feliz surpresa. Logo em seguida ele veio à São Carlos participar da festa de cinco anos da banda Quizumba, no Almanach Bar. A essa altura ele já tinha comentado de mim com o Otto que é muito seu amigo, ambos compositores e pernambucanos. Conheci o Otto num show seu no Sesc Pompéia e antes de qualquer parceria profissional nós nos tornamos amigos. Com a amizade veio a ideia, que partiu do próprio Otto, de participar do meu show de lançamento. Levei muito a sério essa ideia, até concretizá-la na oitava edição do Festival Contato em São Carlos. Alegria total.

JPP -  Esta vinda a cidade será marcada por dois shows, o que o público poderá esperar de cada uma deles? Existe diálogo entre esses projetos dos quais você faz parte? 

No show de sexta no Sesc eu vou apresentar as canções do EP “TIKA”, além de algumas novas composições e outras de compositores contemporâneos, como Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Lucas Santtana, Rafael Castro e Junio Barreto. O show contará com a participação de dois artistas são-carlenses que também lançaram trabalhos autorais em 2014, que são Netto Rockfeller e Gabi Milino. Vai ser um prazer dividir o palco com eles. Quem me acompanha nesse show é o Pipo Pegoraro na guitarra, que também lançou um disco lindo no ano passado, Tony Gordin na bateria e Otavio Gali no baixo acústico. No show de sábado no Almanach Bar me apresento com a banda Quizumba. No repertório muita tropicália e outras “brasileirices” do nosso gosto. Existe diálogo, sim, entre a minha carreira solo e a banda Quizumba: ambas têm uma proposição estética moderna com guitarra, efeitos e grooves marcados, além da pesquisa de repertório focada principalmente na produção musical brasileira.

JPP – Faça o convite para que todos compareçam na sexta no Sesc ou no sábado no Almanach com o grupo Quizumba.

Espero dividir essas duas noites com o público maravilhoso de São Carlos que se interessa por música, que mantém viva e possível a cena cultural são-carlense. Sem público o show não existe. Na sexta o show é no Sesc, começa às 20h30 e tem entrada gratuita. No sábado o show é no Almanach Bar, começa às 21h e a entrada custa R$8. Terão cds à venda nos dois shows. Até lá.

Serviço

Tika – Lançamento do Cd

23/01 às 20h 

SESC São Carlos

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