Economia acelera no 1º tri e sobe 1,05%


A atividade econômica brasileira acelerou no primeiro trimestre deste ano, ao registrar expansão de 1,05 por cento sobre outubro e dezembro passados, quando o crescimento foi de 0,63 por cento, mostrou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) nesta quinta-feira, 16.

 

Entretanto, o ritmo não foi suficiente para dissipar a percepção entre analistas de que a atividade permanecerá errática ao longo do ano.

Só em março, o indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 0,72 por cento sobre fevereiro, de acordo com dados dessazonalizados do BC, praticamente em linha a expectativa de alta de 0,70 por cento em pesquisa da Reuters.

A leitura de março mostrou ainda que a atividade reverteu a queda de 0,36 por cento de fevereiro ante janeiro, dado revisado ante recuo de 0,52 por cento divulgada anteriormente.

“O IBC-Br mostra que o PIB do primeiro trimestre deve se acelerar em relação ao quarto, mas ainda é uma recuperação lenta”, avaliou o economista da MCM Consultores Associados Leandro Padulla.

Ele estima expansão econômica de 0,8 por cento nos três primeiros meses deste ano em relação ao final de 2012, com esse ritmo se mantendo ao longo dos trimestres seguintes e fechando o ano com alta de 2,9 por cento.

Questionado nesta manhã sobre o IBC-Br do primeiro trimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, respondeu apenas que ele havia sido “muito bom”, sem responder a outras perguntas de jornalistas na portaria do ministério.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga no dia 29 de maio os dados sobre o PIB de janeiro a março, quando os analistas devem bater o martelo sobre suas perspectivas.

A economia brasileira vem mostrando fragilidade e dificuldade de imprimir recuperação mais sólida. Em março, a produção industrial brasileira havia mostrado alguma retomada, ao subir 0,7 por cento, mas bem abaixo do esperado e após queda de 2,4 por cento em fevereiro.

Nem mesmo o varejo brasileiro, um dos principais pilares do crescimento econômico, tem mostrado força. Em março, as vendas recuaram 0,1 por cento frente a fevereiro, fechando o primeiro trimestre com queda de 0,2 por cento.

O consumo das famílias vem sendo afetado pela inflação elevada, que corrói o poder de compra do consumidor, levando o BC a iniciar ciclo de aperto monetário mesmo diante do cenário econômico fraco, elevando a Selic para 7,50 por cento ao ano.

“A volatilidade deve continuar… Abril deve ser forte e maio fraco de novo em termos de indústria e provavelmente de atividade geral. Dificilmente o segundo trimestre vai repetir o primeiro, e a grande questão e descobrir o que vai acontecer no segundo semestre”, disse o economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano.

Ele calcula expansão do PIB de 0,8 a 0,9 por cento no primeiro trimestre, com avanço de 3 por cento no ano.

Na pesquisa Focus do BC, a expectativa dos economistas é de que o Brasil encerre 2013 com expansão de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e Selic em 8,25 por cento.

Na comparação com março de 2012, o IBC-Br avançou 3,61 por cento e acumula em 12 meses alta de 1,20 por cento, ainda segundo o BC.

 

Reuters/Paulo Whitaker

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