Quinta-feira, 19 Outubro 2017  21:17:44

São Carlos fecha 2.461 vagas em 2016

  • Escrito por  Marco Rogério
O setor de serviços foi o líder do desemprego em São Carlos em 2016 O setor de serviços foi o líder do desemprego em São Carlos em 2016 (Foto: Divulgação)

A economia de São Carlos fechou 2.461 postos de trabalho em 2016. Nos doze meses de 2016, São Carlos admitiu 24.774 trabalhadores e dispensou outros 27.235. A diferença dos dois números mostra o saldo do emprego oficial no município.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregado e Desempregados), divulgado na última sexta-feira, 20 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento revela mensalmente os resultados do trabalho formal no Brasil, ou seja, os números de trabalhadores atuando com carteira registrada e, portanto, gozando de todos os direitos trabalhistas. 

Nos doze meses de 2016, em São Carlos, todos os dez setores econômicos avaliados na pesquisa revelam números negativos, ou seja, um número maior de desligamento do que o de contratações. O segmento que apresentou os piores números foi o de serviços, que apresentou saldo negativo de 769 postos de trabalho. A indústria vem atrás com déficit de 696 vagas. A agropecuária eliminou 332 vagas, seguido pelo comércio, que cortou outros 313 empregos. 

A construção civil teve um déficit de 228 vagas no ano passado. A área de serviços industriais de utilidade pública apresentou déficit de 100 postos de trabalho. O setor extrativo mineral registrou déficit de 12 vagas e a administração publica de 11 postos de trabalho.

DEZEMBRO – Em dezembro, São Carlos apresentou déficit de 688 vagas, de acordo com o Caged. Houve 1.392 admissões ante 2.080 cortes.  

ANO A ANO – 2013 foi o último ano em que São Carlos apresentou dados positivos através do Caged. Foram gerados, naquele ano, um total de 2.291 empregos. Em 2014 houve um déficit de 435 vagas. E em 2015 foram eliminados 2.408 postos de trabalho. Isso quer dizer que em quatro anos São Carlos cortou 3.013 vagas no mercado de trabalho. 

BRASIL - O ano de 2016 encerrou com queda no ritmo da perda de empregos formais no país. Nos últimos 12 meses, foram fechadas 1.321.994 vagas, 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho. Apesar dos números ainda serem negativos, a comparação já mostra uma diminuição significativa no fechamento de vagas.

 A crise começou a perder fôlego em abril de 2016, quando o país registrava o pico de 1.825.609 vagas fechadas em um período de 12 meses. Mas esse número começou a cair mês a mês. No final do ano, a perda em 12 meses já estava menor em 503.615 postos. Em dezembro, mês que historicamente apresenta forte aumento no número de demissões, a perda foi de 462.366 vagas, 22,4% menor do que no mesmo período de 2015, outro dado que mostra o arrefecimento na crise do emprego. 

 Desempenho setorial - O ano de 2016 ainda apresentou resultados negativos em todos os setores, embora já com um ritmo menor do que em 2015. Em números relativos, o setor que menos sofreu nos últimos 12 meses foi o da Agricultura, com um fechamento de apenas 0,84% das vagas, seguido pela Administração Pública, que teve percentual negativo de 0,97%. O Comércio e os Serviços tiveram perdas de 2,22% e 2,28% respectivamente. O setor que mais sofreu foi o da Construção Civil, que fechou 13,48% dos postos formais, seguido pelo Extrativo Mineral (-5,67%) e a Indústria da Transformação (-4,23%). 

 Dados regionais - Entre as 27 unidades da federação, Roraima se destacou com resultado positivo na criação de empregos formais no ano passado. O estoque de vagas passou de 51.662 em dezembro de 2015 para 51.746 em dezembro de 2016 – uma alta de 0,16%. Além de Roraima, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os que menos sofreram com a crise em 2016. Na comparação dos estoques de emprego em dezembro de 2015 e 2016, Mato Grosso do Sul teve perda dos postos de trabalho de 0,22%. Goiás registrou queda de 1,6%, enquanto Santa Catarina teve redução de 1,63% do estoque de vagas na mesma comparação. O estado do Rio Grande do Sul aparece na quinta posição com redução do 2,09% do estoque de postos de trabalho em 2016, em relação ao ano anterior.

 

Região também amarga ano ruim no emprego 

 

Várias outras cidades da Região Central  Paulista apresentaram dados negativos em 2016. O Caged (Cadastro Geral de Empregado e Desempregados),mostra que a crise foi um dos principais vilões do emprego nestes municípios. Em Araraquara a economia fechou 1.446 empregos. Em Rio Claro, uma das três maiores cidades da região, houve o corte de 906 postos de trabalho.

Os dados também são negativos na maioria das demais pequenas cidades da região. Em Porto Ferreira, cidade de forte indústria cerâmica e moveleira, o déficit de empregos em 2016 chegou a 448 vagas. Em Itirapina, cidade turística, o saldo negativo chegou a 382. O ano passado em Ibaté, município forte na agroindústria sucroalcooleira, terminou com a eliminação de 300 postos de trabalho. Famosa na agropecuária, principalmente na bacia leiteira e abate de aves, Descalvado amargou 258 vagas fechadas em 2016. A pequena Ribeirão Bonito fechou o ano passado com déficit de 122 vagas.

Apenas dois municípios da microrregião comemoraram geração de vagas em 2016, mesmo assim, de forma muito modesta. Pirassununga, cidade que concentra núcleos militares do Exército e da Aeronáutica, gerou 348 postos de trabalho e a bucólica estância climática de Santa Rita do Passa Quatro abriu 195 vagas no ano passado. 

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