Terça-feira, 21 Novembro 2017  11:07:54

Recuperação de crédito aumenta 1,1% em São Carlos, aponta SCPC

  • Escrito por  Fábio Taconelli

A recuperação do crédito do consumidor aumentou 1,1%, apontam os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). No acumulado, a recuperação, diminuiu 3,7% enquanto na comparação com setembro do ano passado, o indicador apresentou um crescimento de 6,8%.

De acordo com o economista Yan Nonato Cattani, da Boa Vista, geralmente os meses que antecedem o Natal tendem a levar o consumidor a buscar a recuperação do crédito. “Quando a economia começa a apresentar sinais de recuperação, a recuperação de crédito se eleva”, explica.

Já a inadimplência do consumidor aumentou 0,1% na comparação mensal de setembro com o mês de agosto. No valor acumulado, a inadimplência avançou 8,6%, enquanto na variação setembro/2017 e o mesmo mês do ano anterior o indicador elevou 9,4%. “O desemprego ainda é o grande vilão dos índices de inadimplência nada positivos. À medida que o trabalhador volta ao mercado de trabalho, esses índices caem e há a recuperação do poder de compra”, acredita.

Ainda de acordo com o economista, a população ainda está cautelosa quanto às compras, o que favorece a redução da inadimplência.

Brasil

A inadimplência das empresas em todo o país caiu 5,3% na variação acumulada até o 3º trimestre do ano, frente ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados nacionais coletados pela Boa Vista SCPC. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC.

Na análise interanual, contra o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi de 10,9%, enquanto na variação acumulada em quatro trimestres (do 4° trimestre de 2016 até o 3° trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior) houve retração de 4,5%. Já na comparação com o 2º trimestre de 2017 a queda foi de 8,3%, considerando os dados dessazonalizados.

Após praticamente três anos de elevações, o fluxo de inadimplência das empresas a partir do 2º trimestre 2016 entrou em desaceleração devido ao movimento de restrição de crédito por parte dos concedentes, tendo como consequência amenização dos fluxos de inadimplência na análise de longo prazo (acumulados em quatro trimestres). Para os próximos trimestres espera-se a manutenção dos baixos níveis de inadimplência, uma vez que a retomada da atividade econômica, menor inflação e diminuição dos juros deverão proporcionar um cenário mais favorável para o ambiente empresarial.

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