Terça-feira, 21 Novembro 2017  13:06:48

Emprego dá sinais de recuperação, aponta núcleo da Acisc

  • Escrito por  Fábio Taconelli

O Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (Acisc) divulgou um balanço dos nove primeiros meses do emprego formal em São Carlos. De acordo com Igor de Souza Theodoro, integrante do núcleo, os últimos balanços do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram uma ligeira recuperação. “De janeiro a setembro, constatamos que a cidade fechou com um saldo positivo de 121 postos de trabalho, diferente da comparação com o mesmo período do ano passado, quando fechamos com um saldo negativo de 977 vagas”, comparou.

O documento, divulgado ontem pela Acisc, enfatiza que as contratações em alta, representam um avanço para a economia, “já que as empresas e negócios locais precisam de mais colaboradores para produzir os bens ou ofertar os serviços que estão sendo demandados. Quando as demissões prevalecem, elas expõem o desempenho negativo, já que o corte de colaboradores significa que a produção dos mesmos bens e a oferta dos mesmos serviços precisou ser reduzida para responder à menor demanda”.

Ponderações

O informativo da Acisc mostra que o mês de fevereiro de 2017 foi o melhor, depois de nove meses de perdas consecutivas. Contudo, os meses de março e abril voltaram a apresentar queda, com nova recuperação em maio.

Em março e abril, a cidade apresentou saldos negativos de 257 e 155 vagas no mercado de trabalho. Mas, a partir de maio, a recuperação do emprego formal teve início, com saldo positivo de 246 empregos. “Foram quatro meses de criação de postos de trabalho até agosto e, em setembro houve um novo saldo negativo, porém bem menor que o saldo negativo do mesmo mês no ano anterior”, destacou o relatório.

Segundo o estudo, todos os setores, com exceção da indústria, contrataram mais do que demitiram no ano de 2017, enquanto que em 2016 as demissões prevaleceram. O setor que mais criou postos de trabalho, em termos absolutos, foi o setor de serviços, que é a área que mais emprega, englobando 48% de todos os trabalhadores formais da cidade. Em seguida, os que mais criaram postos de trabalho foram o comércio e a construção civil, sendo que, respectivamente, cada um corresponde a 20% e 4% do total de trabalhadores formais da cidade. Por fim, a agropecuária, que emprega 3% do total, criou 36 novos postos de trabalho no período em análise em 2017. “A indústria é a última que responde à contratação. Antes, aumentam-se as horas e o turno de trabalho para depois empregar. Esse estudo demonstra que a economia apresenta os sinais de recuperação, o que garante emprego e renda”, finalizou Theodoro.

Em termos proporcionais, a construção civil foi a área que apresentou melhor desempenho – aumentou em 4,8% o estoque de trabalhadores; na agropecuária o aumento representou 1,7%, no comércio, 0,9% e nos serviços 0,5%. A indústria diminuiu em 2% o seu número total de empregados.  O estudo da Acisc tem a coordenação do professor Elton Casagrande, do Núcleo de Conjuntura, Finanças e Empreendedorismo do Departamento de Economia da UNESP Araraquara e a supervisão do presidente da ACISC, José Fernando Domingues, o Zelão.

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