Sábado, 22 Setembro 2018  15:27:38

Tecumseh interromperá atividades para 450 trabalhadores

  • Escrito por  Fábio Taconelli

A Direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, realizou, ontem,10, assembleia  informativa, referente à adesão ao lay off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho para qualificação profissional na empresa Tecumseh do Brasil.

A entidade confirmou que, aproximadamente, 450 trabalhadores vão integrar o processo. De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Vanderlei Strano, a duração do lay off será de dois meses e meio – de 16 de abril até junho de 2018. Ele enfatizou que a medida é uma alternativa para evitar demissões e manter os direitos dos trabalhadores em época de baixa na produção. “A empresa apresenta volume de produção desde janeiro. A empresa chegou ao limite e precisa reduzir o quadro dos trabalhadores dentro da empresa. Isso preserva o quadro de trabalhadores, exceto aos casos de pedido de demissão, justa causa ou os aposentados especiais que correm o risco de perder o benefício”, comentou Vanderlei Strano.

O sindicalista comentou que ontem houve uma reunião com os trabalhadores da Planta 2 (Jóquei Clube); hoje, 11, acontece um encontro com os metalúrgicos da Planta 1 (Vila Isabel). “Os nossos encontros são para orientar os trabalhadores sobre os benefícios”, enfatizou Strano.

Ferramenta

De acordo com Vanderlei Strano, desde 2014, o Sindicato utiliza a ferramenta lay off na categoria metalúrgica de São Carlos, já manteve os empregos na Volkswagen, Electrolux e Smalte, de acordo com a entidade. “Dialogamos com a empresa para protegermos os empregos e estamos felizes com os resultados. Acreditamos que a produção permanecerá baixa até meados de junho”, citou Strano.

O diretor de Recursos Humanos da Tecumseh, Antônio Sasso Garcia Filho, destacou que o lay off não é uma medida nova. “É orientada no sentido de preservar os empregos”, frisou. Ele observou que o país padece de uma política industrial adequada. “Quem produz e paga impostos, sofre. É penalizado pelas taxas de juros e dificuldades com as oscilações cambiais. É uma ferramenta legal até que tenhamos um cenário econômico melhor sem prejudicar o trabalhador. Isso é valorizar o trabalhador”, concluiu.

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