Quarta-feira, 23 Maio 2018  19:44:23

Emprego patina mas especialistas acreditam em melhora com a estabilidade política

  • Escrito por  Fábio Taconelli

Hoje, comemora-se o Dia do Trabalho, mas o mês de março não foi nada alentador para o nível de emprego em São Carlos, segundo o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged).

De acordo com os dados, o mês passado fechou com saldo negativo de 171 postos. Foram gerados 2.235 empregados, mas ocorreram 2.406 desligamentos. Quem contribuiu para o cenário não ser ainda pior foi o setor de serviços, que gerou 1.112 postos e demitiu 1.014 – saldo positivo de 98 empregos.

No acumulado do ano, o mesmo segmento mostrou que permanece a gerar empregos. Foram 3.136 contratações e 2.778 demissões, um saldo de 358 postos.

O gerente regional do Sebrae São Carlos, Elton Yokomizo, destaca o setor de serviços e atribui a ele a movimentação, mesmo que tímida, no mercado de trabalho. “O consumidor ainda está reticente a tudo o que acontece no mercado. E isso influencia no comércio varejista. Alguns segmentos do mercado, como o de serviços, por exemplo, seguem num ritmo um pouco melhor em função da sua característica de atuação e como o mercado se comporta. Empresas que trabalham no setor de serviços para outras organizações têm uma procura melhor em decorrência da pequena movimentação. Não dá para a gente falar que estejam no azul”, comentou.

O gerente do Sebrae classifica o avanço da economia ‘a passos de tartaruga. Na opinião dele, o momento pede ao empresário um reforço no planejamento estratégico.

Indústria

O Caged informou também que a indústria de transformação gerou 324 empregos em março, mas as demissões chegaram a 5558, um saldo negativo de 234 postos. No ano, foram gerados 1.009 empregos, mas os demitidos chegaram 1.249 – saldo negativo de 240. No mês de março, o indicador de empregos do Ciesp, na região composta por 12 municípios, mostra certa estabilidade, de 10 postos de trabalho. “Mas não vejo grandes mudanças se não houver estabilidade política e econômica a curto prazo”, disse o diretor-regional do Ciesp, Emerson Chu.

Ainda de acordo com o Caged, o comércio contratou 557 trabalhadores, mas demitiu 626, um saldo negativo de 69 postos. No ano, foram 1.724 contratações e 1.908 demissões – saldo negativo em 184.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos, José Fernando Domingues, o Zelão, tem uma visão otimista dos negócios. “As perdas chegaram a ser maiores. A economia caminha a passos lentos, mas vem se recuperando, assim como o comércio, que cresce lentamente. Analisando o aspecto político, acredito que a instabilidade política não ajuda no crescimento da economia, mas a partir de um direcionamento rígido, as pessoas começam a acreditar no potencial do Brasil”, observou.

A agropecuária é outro segmento que registrou saldo positivo em contratações. Foram 118 contra 67 demissões. Um saldo de 51 postos. No ano foram contratados 280 trabalhadores e demitidos 232, um saldo de 48.

No acumulado do ano, em todas as categorias, o saldo foi o seguinte: foram contratados 6.511 trabalhadores e demitidos 6.653, déficit de 142 vagas.

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