Terça-feira, 21 Novembro 2017  13:15:46

Desejo de sangue?

  • Escrito por  Redação

Em um evento do PT intitulado “Estado de Direito ou Estado de Exceção? ”, a deputada petista Benedita da Silva foi filmada clamando ao microfone: “Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso. E a minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Vamos à luta e usar as armas que tivermos”. 

Seria de se esperar que autoridades católicas, protestantes e evangélicas ao redor do País se levantassem contra esse uso político da Bíblia, e apontassem à irada deputada do PT e aos muitos da enorme plateia que a aplaudiram, que o “sangue derramado” na doutrina de redenção cristã é o do próprio Cristo, nunca o sangue do inimigo partidário e ideológico em nome da política, como o brado dela dá a entender.   

Autoridades policiais, o ministério público e a justiça também deveriam questionar o que a deputada quis dizer com “usar as armas que tivermos”, inquirindo a quais tipos de armas exatamente ela estava fazendo referência. Quando uma deputada fala em derramamento de sangue e em armas, é bom começar a ficar atento. 

O tom de ameaça, no entanto, não é novo na retórica petista. Ano passado, o senador  Lindbergh Farias disse em uma entrevista no Salão Verde do Congresso Nacional sobre a possibilidade do impeachment de Dilma Rousseff passar: “Se eles vencerem, nós vamos nos levantar. Vamos ter profunda instabilidade no Brasil. Os movimentos sociais vão se levantar. Serão dias terríveis”.

As falas dessas lideranças petistas ecoam as “profecias” que o historiador Jacob Burckhardt fez, no século 19, sobre o que seriam os séculos vindouros: “Os povos transformaram-se em um velho muro, onde não se pode mais fixar um prego, pois não fica seguro. É esta a razão por que, no agradável século 20, a Autoridade reerguerá a cabeça, e será uma cabeça terrível". Todo o projeto de poder petista é, segundo palavras deles mesmos nas atas do Foro de São Paulo, para “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. E o que foi perdido? A “Autoridade” do totalitarismo soviético, cuja “cabeça terrível”, quando erguida, aniquilou cerca de 20 milhões de pessoas. 

A opressão, a fome, a violência que hoje o povo venezuelano vem sofrendo no governo bolivariano, no “socialismo do século 21” do chavista Nicolás Maduro, apoiado pessoalmente por Lula e pelo PT, é um exemplo do tipo dos “dias terríveis” do qual o senador Lindbergh Farias falou? Será assim o “derramamento de sangue” do qual fala a deputada Benedita da Silva? 

Essa retórica violenta deveria ser levada em consideração por nossas autoridades. A realidade das políticas sanguinárias das décadas passadas está muito bem documentada, e deveria nos servir de alerta.  

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