Quarta-feira, 22 Novembro 2017  10:43:44

Há sempre o que questionar

  • Escrito por  Redação

Ontem, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, disse, por meio da sua assessoria, que não "há o que questionar quanto à palavra" do presidente Michel Temer. O presidente negou ter acionado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar o ministro Luiz Edson Fachin.

A informação da suposta espionagem foi divulgada pela revista 'Veja' neste fim de semana. Temer então ligou para Cármen Lúcia, segundo o blog da Cristiana Lôbo, para negar que tenha acionado a Abin contra o ministro. “O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido. Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República”, diz comunicado divulgado pela equipe da ministra.

A informação é grave demais e comprometedora demais para que a simples garantia de uma das principais partes envolvidas baste para “esgotar” o assunto, como diz a nota da presidente do STF. Em um momento em que o cinismo do homem público nacional chega ao seu auge e as mentiras mais deslavadas, as negativas mais inacreditáveis vazam da boca de autoridades que já estão com lama até o pescoço, a palavra de um envolvido no centro dos escândalos vale quase nada; o que vale é uma investigação concreta e séria para tentar esclarecer o caso, confirmando-o ou negando-o. 

A fala da ministra Carmen Lúcia tem um efeito diplomático, uma espécie de analgésico em um momento tão dolorido da vida pública brasileira. Mas poucos brasileiros colocariam a mão no fogo pelas palavras do presidente. 

 

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