Terça-feira, 21 Novembro 2017  13:14:05

Passamos da hora?

  • Escrito por  Redação

Na última terça-feira, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou que "já passou da hora de o Brasil se tornar uma verdadeira República". Ela assinalou ainda que no País “todo mundo é republicano e a favor da República desde que o instrumento seja aplicado ao outro. Todo mundo é a favor do concurso público desde que seja para o outro fazer. Todo mundo é a favor da licitação desde que para outra empresa". Ela assinalou, enfim, a hipocrisia do brasileiro, do povo às elites.

A impressão da presidente da mais alta Corte de Justiça do País coincide com os sentimentos de muitos de nós: o Brasil, de fato, deixou a hora passar; estamos cansados; e, os sopros de esperança dos últimos meses têm desaparecido com o visível enfraquecimento da Lava Jato e o nítido e acintoso cinismo dos nossos políticos. Uma vez mais, parece que vamos deixando passar a hora.

Será? Será que colocar todas as esperanças em uma Operação não é ingenuidade demais? Claro que é. Mudar uma obra tortuosa como o Brasil não é empreendimento para poucos anos. Mas precisamos seguir. Como disse o pensador político Edmund Burke, “para amarmos nosso país, ele precisa ser amável”. E, sejamos sinceros, o Brasil não o é, mas ações como a Lava Jato nos melhoraram um pouco. 

Ao longo de sua história, o Brasil produziu muitas “más leis, a pior forma de tirania”. Também uma frase de Burke, que ainda disse: “Pessoas esmagadas pelas leis não têm esperanças senão esperanças de poder. Se as leis são suas inimigas, eles serão inimigos das leis; e aqueles que têm muito a desejar e nada a perder, serão sempre perigosos”.

Aqui, houve uma separação entre a liberdade e a justiça, e quando isso acontece, na opinião de Burke, nenhuma delas está assegurada. Nem justiça. Nem liberdade.

 

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