Quarta-feira, 22 Novembro 2017  10:44:04

Mais problemas para o Temer

  • Escrito por  Redação

Ontem, o ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima, foi preso. Com ele, sobe para cinco o número de presos preventivos no âmbito das operações Sépsis e Cui Bono. Foram alvos de mandados semelhantes Eduardo Cunha, Henrique Alves, Lúcio Funaro e o petista André Luiz de Souza, o Andrezinho - ligado ao núcleo do PT.

“Cunha, Alves e Funaro já são réus por pagamento de propina para a liberação de recursos do FI-FGTS nas obras do Porto Maravilha. De um líder de partido da base aliada, sobre a prisão de Geddel Vieira Lima nesta semana de início da tramitação da denúncia contra Michel Temer na Câmara: "Estratégia muito bem conduzida pelo MPF", escreveu o site O Antagonista. 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o político baiano estaria tentando obstruir a investigação de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal. 

Além disso, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu, também ontem, abrir processo de apuração sobre a conduta de seis autoridades e ex-autoridades com base na delação da JBS. Entre os investigados, estão dois ministros do governo Michel Temer, Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, e Marcos Pereira, da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. 

Segundo o G1, o colegiado fez uma reunião extraordinária para tratar especificamente sobre o assunto. “Kassab será investigado por suposto recebimento, por meio de notas frias, de R$ 350 mil durante suas gestões à frente do Ministério das Cidades e, em seguida, no Ministério da Ciência e Tecnologia. A investigação de Pereira será por conta da suspeita de que ele teria sido beneficiário de recursos entregues pelos executivos da J&F que chegariam a R$ 500 mil por mês. Em contrapartida, Pereira teria atuado para manter uma linha de financiamento da Caixa Econômica Federal, com a colaboração de Antonio Carlos Ferreira, vice-presidente corporativo do banco, que também será investigado pela comissão”, diz o site. 

A situação política do presidente se deteriora dia a dia, e os esforços para ele se manter no poder têm ganhado ares cada vez mais cínicos e de um nível de desfaçatez que parece ser possível apenas no Brasil.

 

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