Quinta-feira, 22 Fevereiro 2018  10:59:03

Lucas Castro

Acusado de homicídio se apresenta a Polícia Civil

Quinta, 15 Fevereiro 2018 19:56 Publicado em Polícia

 

O acusado de ter matado Almir José Dias, de 33 anos, na noite da última segunda-feira (12), Gilvan Torres de Oliveira Filho, de 20 anos, se entregou a Polícia Civil, nos 3º e 5º Distritos Policiais no final da tarde desta quinta-feira (15), onde alegou legítima defesa e informou que não sabe quem apertou o gatilho da arma. 

Segundo a advogada do réu, Drª. Luzia Helena Sanchez, houve um entrevero entre a vítima e o acusado o que resultou no disparo de uma arma de fogo, ceifando a vida de Almir. “Eles entraram em uma luta corporal, a vítima e o réu, e acabou disparando. Ele não sabe se foi ele ou a própria vítima que disparou”, disse. 

A advogada revelou que o motivo da discussão entre Almir e Gilvan foi a venda de um celular e voltou a afirmar que o acusado não sabe informar de onde partiu o tiro que matou a vítima. “Eles tiveram uma discussão por causa de uma venda de um celular, e durante a discussão o réu não sabe quem atirou, se foi ele ou a vítima. Não chegou a ter a venda do celular, estava nas tratativas”, comentou a Drª. Luzia.

De acordo com a Drª. Luzia, só estavam os dois na cena do crime e que Gilvan pegou a motocicleta para fugir. “Ele disse que não tinha criança na casa, que a vítima estava sozinha. A moto ele pegou para fugir. A arma era da vítima”, enfatizou. 

Após o crime, Gilvan ficou escondido em uma mata aguardando, pois era Carnaval, para depois se entregar. “A intenção dele era se entregar desde o começo”, revelou a advogada.

Assim que se apresentou no nos 3º e 5º Distritos Policiais, Gilvan foi ouvido pelo delegado Rubens Venâncio Feitosa, autuado por homicídio e responderá pelo crime em liberdade.  “Ele se entregou espontaneamente, entregou a arma do crime e, portanto, vai responder em liberdade”, realçou a Drª. Luzia. “Ele disse que foi legítima defesa e vai responder em liberdade, o processo continua”, encerrou a advogada.

Agora a Polícia Civil continuará investigando o caso para saber se a versão apresentada pelo acusado é realmente verdadeira.

 

Crime

 

Almir José Dias foi assassinado covardemente com um tiro de espingarda no condomínio Morada dos Cedros, no distrito de Água Vermelha, em São Carlos, na última segunda-feira (12).

A vítima chegou a ser socorrida pelos familiares no carro de sua propriedade até a Base Operacional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA) permaneceu no aguardando a chegada de Almir, que recebeu os primeiros atendimentos e foi levado com graves ferimentos até a Santa Casa, onde ao dar entrada na unidade hospitalar, acabou não resistindo e morreu.

 

Localização da moto

 

A Polícia Militar de São Carlos localizou na manhã desta quinta-feira uma motocicleta CG Titan, 125 CC, prata, que seria de Almir José Dias que foi assassinado covardemente com um tiro de espingarda no condomínio Morada dos Cedros, na última segunda-feira, foi encontrada pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), abandonada em um canavial de uma fazenda no km 252 da rodovia Thales de Lorena Peixoto Junior (SP-318).

A PM foi averiguar uma denúncia de que a moto estaria na região, assim como o autor do crime, e as equipes da Rocam, comandadas pelo 1º Sargento Jenuy e compostas pelos Cabos Oliveira, Perez e Soldados Amaral, Tacon e Willen, encontraram o veículo que seria da vítima, porém o suspeito não foi capturado.

A Polícia Científica foi acionada até o local e o veículo foi levado para o 3º Distrito Policial, onde um boletim de ocorrência foi confeccionado, sendo o veículo recolhido ao Pátio Municipal.

As declarações do vereador são-carlense Leandro Augusto do Amaral (PSB), o Leandro Guerreiro, não soaram bem na cidade vizinha de Ibaté. Na sessão ordinária realizada na noite da última segunda-feira (28), dois parlamentares, Ivani Almeida da Silva (PTB, a Ivani do Cruzado,) e Luis Marino da Silva (PSDB), o Marino Motos, usaram a tribuna da Câmara para rebater o edil de São Carlos.

Marino Motos foi enfático ao dizer que, como morador de Ibaté, se sentiu ofendido com as declarações de Leandro Guerreiro.  “Eu me sinto agredido como morador de Ibaté. São Carlos não sustenta o nosso povo, que trabalha e batalha muito pelo seu sustento. A nossa população vende o serviço para São Carlos, ou seja, nós vendemos a mão-de-obra e recebemos por isso. Da maneira que o vereador de São Carlos falou, parece que nós vamos pegar o dinheiro da cidade vizinha. Eu tenho um funcionário que é de São Carlos e ele trabalha aqui em Ibaté”, disse.

Sobre a utilização da Santa Casa, Marino Motos lembrou que a unidade de saúde é regional e não atende apenas pessoas de São Carlos e Ibaté, como de demais cidades da região, como Ribeirão Bonito, Descalvado, Dourado, e outras. “A Santa Casa não é de São Carlos e sim uma instituição filantrópica que recebe mais de R$ 1.100.000 por mês do governo para atender a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e de qualquer cidade. Conversei com o provedor da Santa Casa e ele afirmou que os moradores de Ibaté serão muito bem atendidos quando precisarem da instituição”, apontou. 

O vereador de Ibaté ainda lembrou que muitas pessoas de São Carlos também procuram atendimento na Encanto do Planalto. “Quando São Carlos passou por sérios problemas de atendimento, muitas pessoas vieram ser atendidas no nosso hospital. O nosso prefeito e a população não fizeram nenhum questionamento em relação aos atendimentos e as pessoas foram muito bem recebidas e atendidas aqui”, recordou Marino.

Quem também mostrou indignação com as palavras de Leandro Guerreiro foi a vereadora Ivani do Cruzado, que defendeu o povo ibateense. “Esse vereador vem criticar nosso município e eu não vou me calar. Fico muito chateada com essas declarações. Estamos recebendo em nosso hospital diversas pessoas de São Carlos, essas pessoas que aparecem aqui são todas bem atendidas. Eu acho que o cara lá de São Carlos não sabe o que está falando. Se ele está magoado com o prefeito, ele que venha conversar com o prefeito e não falar do nosso povo”, proferiu.

O presidente da Câmara de Itirapina, Fábio Belarmino da Silva (PR), Fábio Piloto, teve dois Projetos de Leis aprovados na sessão da Câmara realizada na noite da última segunda-feira (28). O primeiro é sobre a proibição de queimadas nas vias públicas e nos imóveis urbanos do município e outro que proíbe a inauguração e a entrega de obras públicas incompletas ou que, embora concluídas, não atendam ao fim a que se destinam.  Agora as ideias serão encaminhadas à Prefeitura Municipal para sanção do prefeito José Maria Cândido (PMDB). 

De acordo com Fábio Piloto, o objetivo com a proibição das queimadas é de preservar a saúde e a segurança públicas, bem como manter o meio ambiente local ecologicamente equilibrado. “Infelizmente, é uma prática comum dos moradores da cidade atear fogo no lixo, restos de podas de árvores em terrenos e espaços vazios com muito mato, bem como, incinerarem lixo e outros resíduos sólidos em plena via pública. Essa prática é contínua e crescente em nosso município, gerando prejuízo ao meio ambiente, à segurança e à saúde”, apontou.

Em relação às obras, sejam novas, de reforma, de ampliação ou de aparelhamento, desde que executada ou adquirida, total ou parcialmente com o dinheiro público; as incompletas, aquelas que não estejam aptas ao imediato funcionamento por não preencherem todas as exigências legais do Município, do Estado ou da União, mesmo que por falta de emissões de autorizações, licenças ou alvarás; e as que não atendam ao fim a que se destinam: que, embora completas, exista algum fator que impeça a sua entrega ou o seu uso pela população, como falta de servidores habilitados para atuarem na respectiva área, de materiais de expediente, de equipamentos afins ou situações similares; só poderão ser entregues a população assim que estiveram totalmente finalizadas. “Desta forma, os agentes políticos ou servidores públicos ficam proibidos de realizar qualquer ato para inauguração e entrega de obras públicas custeadas, ainda que em parte, com recursos públicos, que estejam incompletas ou que, embora concluídas, não atendam ao fim a que se destinam, seja por falta de quadro de servidores habilitados para atuarem na respectiva área, de materiais de expediente e/ou de equipamentos afins ou situações similares”, comentou Fábio Piloto.

O descumprimento das disposições desta lei pelo agente político constituí em crime de responsabilidade, nos termos do Decreto-Lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967. “O Projeto de Lei ora apresentado está alicerçado em dois princípios constitucionais primordiais para a Administração Pública: moralidade e impessoalidade. A proposição tem por finalidade evitar a exploração de estratégias eleitoreiras por parte de agentes públicos que visam a sua promoção pessoal em detrimento da eficiente aplicação dos recursos públicos”, finalizou o presidente da Câmara.

Prestigiaram a Sessão Ordinária o presidente da Câmara de Torrinha, Evaldo Spigolon (DEM), o assessor Antonio Cesar Castelani e o funcionário da Prefeitura, Fabrício Spigolon. “Eles estiveram presentes pra conhecer nossas instalações e como é o funcionamento das sessões em nossa Casa de Leis. O Presidente da Câmara de Torrinha achou muito pertinente o projeto das Obras inacabadas e solicitou uma cópia pra analise”, enfatizou Fábio Piloto.

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