Segunda-feira, 19 Novembro 2018  15:23:19

PSG enfrenta processo por política de contratações de origem étnica

  • Escrito por  Reuters
PSG enfrenta processo por política de contratações de origem étnica (Foto: Divulgação)

A Liga de Direitos Humanos da França informou nesta quinta-feira que registrará uma ação legal contra o Paris Saint-Germain depois que um site investigativo informou que recrutadores do clube listaram por anos as origens étnicas de jovens.

O site Mediapart, que baseou suas alegações nos chamados documentos do “Football Leaks”, disse que até meados de 2018 o PSG orientava os recrutadores a registrar a origem dos jogadores em quatro categorias: “Francais” (francês), “Maghrebin” (Norte-africano), “Antillais” (oeste da Índia) e “Afrique noire” (negro africano).

É contra a lei francesa coletar dados pessoais que revelam origens raciais ou étnicas de indivíduos.

Em 2014, o diretor da unidade de recrutamento do clube no país, excluindo a região de Paris, defendeu em uma reunião a visão étnica da equipe, justificando uma política de recrutamento discriminatória, segundo o Mediapart.

Os comentários provocaram protestos no clube, mas o diretor nunca foi punido, apesar de ter sido convocado pela direção, disse o Mediapart.

O PSG, de propriedade do Catar, reconheceu e condenou na quinta-feira a existência dos arquivos de identidade étnica.

“A administração geral do clube nunca soube de um sistema de registro étnico dentro de um departamento de recrutamento”, disse o clube.

“O Paris Saint-Germain confirma que as formas com conteúdos ilegais foram usadas entre 2013 e 2018 pela célula de recrutamento da academia de treinamento dedicada a regiões fora de Ile-de-France (área de Paris). Essas formas eram uma iniciativa individual do chefe deste departamento.”

Em um comunicado, a Liga de Direitos Humanos da França disse que qualquer sistema desse tipo é profundamente racista e discriminatório.

“Essas práticas, se confirmadas, são ilegais”, afirmou. “É por isso que a Liga dos Direitos Humanos decidiu apresentar uma ação ao promotor público ... para punir os culpados.”

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