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O repórter fotográfico, Milton Rogério Linari, o "Milton", será enterrado às 11 horas desta segunda-feira (18) no cemitério Santo Antônio, na Vila Prado. O corpo sairá do velório municipal, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo às 10h.

Milton morreu no início do sábado (16). Conhecido pela sua generosidade, Milton se destacava pela sua simplicidade. Sempre ajudava nas ocorrências. Na manhã desta segunda-feira os socorristas do Samu, a Guarda Municipal e os agentes de Trânsito estiveram no velório prestando uma homenagem a Miltão.

 

Morreu na noite de sábado (16) o repórter fotográfico, especializado em cobertura policial, Milton Rogério Linari, o Miltão. Ele tinha 42 anos. Atuava profissionalmente no site São Carlos Agora. 

Milton se recuperava de uma cirurgia no joelho e na noite de sábado (16) sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele estava em casa. O corpo foi levado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de Américo Brasiliense e o velório deve ter início na tarde deste domingo (17).

O repórter Miltão era um grande parceiro de todos. Nas ocorrências sempre ajudava os socorristas do Samu. Era muito querido pelos amigos de imprensa, pelos profissionais socorristas, pelos Guardas Municipais e pela Polícia, tanto Militar como Civil.

Um grande marido e pai de família, Milton era um cara simples, amigo de todos e nunca se recusava a ajudar. A imprensa de São Carlos está em luto!

O Primeira Página se solidariza neste momento de dor e luto com a família de Milton Rogério e com os amigos de imprensa do São Carlos Agora.

AIRTON GARCIA DESMAMOU A BEZERRADA?

Domingo, 17 Dezembro 2017 08:51 Publicado em Política

FALÁCIA?: Em depoimento ao Ministério Público, funcionária pública traz uma informação estarrecedora: chefe de Gabinete da Prefeitura não aparece para trabalhar às segundas-feiras

Eleito com 39,63% dos votos (48.951), Airton Garcia (PSB) costumava pregar aos quatro cantos: “vou desmamar a bezerrada”. Mas a teoria pode ser bem diferente da prática.

Na ação por improbidade administrativa proposta pelo promotor público Sérgio Martin Piovesan de Oliveira, o Primeira Página pinça o depoimento de uma servidora pública aposentada e de uma ex-funcionária que observaram: o chefe de Gabinete da Procuradoria Jurídica, Ademir Souza e Silva, geralmente, não aparece para trabalhar às segundas-feiras.

Como informado na edição de ontem, o promotor público move uma ação por improbidade administrativa contra o chefe do Poder Executivo e contra Souza e Silva que, segundo o representante do MP, pratica o desvio de função pública na Procuradoria Geral do Município. Além disso, pede a devolução de R$ 679,8 mil aos cofres municipais.

No dia 20 de novembro desse ano, às 16h15, na Promotoria de Justiça, foi colhido o depoimento da servidora pública aposentada F.C.F. Além de levantar suspeita acerca do desvio de função de Ademir Souza e Silva, traz uma informação que traz dúvidas sobre a conduta do servidor em cargo de confiança: “Em relação à frequência do Dr. Ademir na Prefeitura, pode informar que o mesmo não comparece às segundas-feiras”. A frequência dos servidores da Procuradoria Geral do Município é atestada por Ademir Souza e Silva, segundo a servidora aposentada. “Mas a dele [Ademir] deve ser assinada pelo prefeito”, diz F.C.F. Diante da afirmação, surge mais uma dúvida: Airton Garcia concorda com essa conduta? Outros servidores deixam de cumprir suas funções na Prefeitura, uma vez que o prefeito de São Carlos prometeu ‘desmamar bezerros’?

Uma segunda depoente, ex-servidora pública municipal, B.N.S., ratifica o depoimento de F.C.F.: “Dr. Ademir não comparece às segundas-feiras na repartição”. Para agravar a questão, ela reporta um tratamento que destoa das boas práticas a serem adotadas pelo homem público: “Ele tem um tratamento pouco respeitoso com os funcionários do setor. Chegou a perguntar para a depoente se ela ‘não sabia ler’ quando a mesma foi indaga-lo a respeito de um despacho que havia redigido à mão e não estava inteligível”. A Prefeitura de São Carlos diz que não foi notificada sobre a ação, logo não vai se manifestar sobre o caso. A juíza da Fazenda Pública, Gabriela Müller Attanasio, despachou: “antes de apreciar o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, intimem-se os requeridos para que se manifestem em 72h”.

Desvio

Os depoimentos das duas ex-servidoras dá a entender que Ademir Souza e Silva cometeria o desvio de função ao dizerem que o advogado elabora pareceres jurídicos nos procedimentos administrativos. “O Dr. Ademir despacha os procedimentos administrativos à mão e também utilizando um computador que fica na sala dele no quarto andar. Ele também atendia o secretariado [e] diretores da Prefeitura”, F.C.F. aposentou-se em outubro de 2017.

O promotor vai além. Destaca que Ademir Souza e Silva ‘usurpou o exercício das funções públicas exclusivas da advocacia de carreira da Prefeitura’. “Afirma-se com segurança que a atividade-meio administrativa de auxílio ao desempenho das funções de Procurador pode e deve ser prestada por funcionários públicos de carreira, em atendimento ao princípio constitucional do concurso público”, frisa o promotor público.

Ainda de acordo com o promotor público, ‘Ademir Souza tem, reiteradamente, atuado em desvio de função nas atribuições de seu cargo comissionado externo ao praticar atos administrativos que escapam ao seu âmbito de atribuições’. “O demandado tem atuado muito além de sua função original, como se fosse o Procurador Geral do Município. Ou mais: como se fosse um secretário municipal. Alguns procuradores do município passaram a ter atuação figurativa comandada pelo chefe de Gabinete”, ratifica o promotor público.

Piovesan de Oliveira escreve que o chefe do Executivo Municipal [Airton Garcia] permite a atuação do ‘seu advogado particular’ de maneira indevida e arbitrária na condução dos negócios públicos da Procuradoria. “Não consta da investigação que tal atuação desviada ocorra ou seja permitida pelo prefeito em relação aos procuradores jurídicos, aos chefes de Gabinete das Secretarias Municipais e nem aos próprios secretários. “O chefe de Gabinete da Procuradoria Geral do Município tem assessorado juridicamente, expedindo recomendações, pareceres e determinações em atos administrativos relacionados à condução dos negócios jurídicos da Prefeitura em temas jurídicos importantes ligados à contratação da empresa de transporte público, contratação de médicos, questões afetas a servidores municipais, à saúde, trânsito, licitações e contratos administrativos, rescisões contratuais e, inclusive, na divulgação oficial de algumas dessas matérias veiculadas no portal da Prefeitura”, comenta o promotor público.

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