Segunda-feira, 25 Setembro 2017  20:42:31

Fifa mostra preocupação com situação no Brasil

  • Escrito por  Marcio Dolzan/AE
Mayi Cruz Blanco: "É necessário o desenvolvimento de uma liga no Brasil” Mayi Cruz Blanco: "É necessário o desenvolvimento de uma liga no Brasil” (Foto:Divulgação/Twitter)

A Fifa demonstrou ontem a sua preocupação com a situação do futebol feminino no Brasil. De acordo com a cubana Mayi Cruz Blanco, gerente sênior da entidade para desenvolvimento do futebol feminino, a modalidade carece de melhor planejamento no País tanto em questões de infraestrutura quanto de calendário. A Fifa investirá US$ 15 milhões (cerca de R$ 45,4 milhões) na modalidade no Brasil até 2018, por meio do Fundo de Legado criado com a Copa do Mundo do ano passado.

O valor representa 15% do total do fundo e será aplicado na construção de CTs nos 15 estados brasileiros que não foram sedes da Copa. Para a Fifa, porém, apenas o investimento em estrutura não será suficiente. A entidade considera que o Brasil precisa adotar um calendário maior para o futebol feminino e criar logo uma liga para a modalidade. "É necessário o desenvolvimento de uma liga. Falamos isso porque gostaríamos de ver uma liga aqui no Brasil para ser uma referência para o mundo", afirmou Mayi. "Existe muito potencial para isso".

A dirigente não poupou a CBF. "Para nós, da Fifa, é uma prioridade que exista uma liga forte no Brasil. Evidentemente faz falta um compromisso da CBF, dos clubes, do governo e patrocinadores. Uma liga não é fácil, mas é muito importante".

Para Mayi, a ausência de um calendário maior pode ser uma das razões de a seleção feminina ainda não ter conquistado um título mundial, mesmo que já tenha chegado perto. "Os países fortes têm uma liga forte, e vemos êxito. O Brasil está muito perto de ganhar o Mundial, mas nunca chegou. Não ter uma liga tão forte pode ser um dos fatores que impactam nesse resultado".

Atualmente, o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino acontece durante dois meses. Há ainda a disputa da Copa do Brasil da modalidade e alguns poucos Estados têm competições regionais. A CBF e o governo federal estudam ampliar o calendário para que ele tenha ao menos 10 meses de atividades. Mas isso só será possível a partir do próximo ano.

"O planejamento que se faz, para ter um calendário efetivo de 10 meses, tem que ser pensado para o próximo ano, já que nós estamos (quase) em junho e dificilmente conseguiríamos reverter um planejamento já traçado. Acho que para 2016 podemos começar a pensar seriamente", ponderou Rogerio Hamam, secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte.

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