Terça-feira, 21 Novembro 2017  10:59:45

Um dia após massacre, Vegas não parece ser Vegas

  • Escrito por  Estadão Conteúdo
Velas deixadas para vítimas de ataque a tiros durante festival de música, em Las Vegas 02/10 Velas deixadas para vítimas de ataque a tiros durante festival de música, em Las Vegas 02/10 (Foto: Chris Wattie / Reuters )

As máquinas caça-níqueis continuam funcionando e os drinques continuam circulando, mas a atmosfera de festa não era a mesma na mundialmente famosa avenida Las Vegas Strip, depois de um atirador cometer o pior ataque a tiros da história moderna dos Estados Unidos.

O clima contido se fazia sentir especialmente no hotel Mandalay Bay Resort and Casino, onde a polícia diz que um aposentado com um arsenal de fuzis disparou centenas de balas de seu quarto contra a plateia de um festival de música country ao ar livre, matando ao menos 59 pessoas e ferindo mais de 500.

O saguão do Mandalay, normalmente movimentado a quase qualquer hora do dia ou da noite, estava silencioso. Os jogadores aos gritos, as solteiras com coquetéis gigantes e os endinheirados preparados para uma noitada de muitos gastos não estavam à vista.

Ao invés disso, alguns apostadores solitários se sentavam com olhos vidrados diante de caça-níqueis. Quatro seguranças escoltaram uma repórter da Reuters sem cerimônia quando ela tentou entrevistar um frequentador do cassino.

“É esquisito. As pessoas estão tentando se divertir, mas existe uma nuvem pairando sobre a cidade agora”, disse Greg Hartnett, de 31 anos, que havia chegado para sua primeira visita a Vegas mais cedo no mesmo dia.

Hartnett, que mora perto do local do massacre de 32 pessoas na Universidade Virginia Tech em 2007, disse que a matança de domingo o lembrou do acontecimento. “Realmente mostra o lado escuro da humanidade”, disse.

Menos falantes

O taxista Alex Sanchez contou que seus passageiros estão bem menos falantes, e que há muito menos carros nas ruas. “As pessoas vêm aqui para dar uma escapada. Querem deixar o estresse para trás”, disse Sanchez. “E isso realmente corta o barato”.

Apesar da consternação geral, as pessoas que percorriam a Las Vegas Strip pareciam mais dispostas a segurar uma porta ou trocar sorrisos com estranhos do que em um dia normal.

“Estou agradecendo todo policial que vejo”, disse Hartnett. “Sinto que isso está aproximando as pessoas”. Policiais e suas motocicletas brancas cintilantes estavam parados na calçada como demonstração de força, talvez com o objetivo de tranquilizar turistas apreensivos. “Obrigado por ontem à noite, pessoal”, gritou uma mulher ao passar.

Trump chama atirador de ‘doente’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que o autor do ataque a tiros de domingo em Las Vegas era um “indivíduo muito, muito doente”, mas se recusou a chamar o incidente de terrorismo interno, e disse que as leis de armas norte-americanas serão discutidas.

“Nós iremos falar sobre leis de armas com o passar do tempo”, disse Trump a repórteres, na Casa Branca.

Questionado se o ataque a tiros foi um ato de terrorismo interno, o presidente acrescentou: “Ele era um homem doente, um homem demente. Muitos problemas, eu imagino, e nós estamos investigando ele muito, muito seriamente”.

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