Quinta-feira, 19 Abril 2018  11:56:37

Ataques dos EUA na Síria atingiram todos os alvos, diz Pentágono

  • Escrito por  DAS AGÊNCIAS

O Pentágono afirmou ontem que os ataques dos Estados Unidos na Síria atingiram todos os alvos e tiveram como objetivo dar um sinal inequívoco ao governo sírio e impedir o uso futuro de armas químicas. O tenente-general Kenneth F. McKenzie disse a repórteres em uma coletiva de imprensa que os ataques foram precisos, esmagadores e eficazes.

Forças norte-americanas, britânicas e francesas atacaram a Síria com mais de 100 mísseis ontem nos primeiros ataques ocidentais coordenados contra o governo de Damasco, atacando o que chamaram de centros de armas químicas em retaliação a um ataque com gás venenoso.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a ação militar da Casa Branca, dizendo que os três aliados haviam “organizado seu poder justo contra a barbárie e a brutalidade”.

Enquanto ele falava, explosões sacudiam Damasco.

O bombardeio representa uma grande escalada no confronto do Ocidente com a Rússia, aliada de Assad, mas é improvável que altere o curso de uma guerra multifacetada que já matou pelo menos meio milhão de pessoas nos últimos sete anos.

Isso, por sua vez, levanta a questão de para onde os países ocidentais vão a partir daqui, depois de uma série de ataques denunciados por Damasco e Moscou como imprudentes e inócuos.

De manhã, os países ocidentais disseram que seu ataque tinha acabado por ora. A Síria divulgou um vídeo dos escombros de um laboratório de pesquisa bombardeado, mas também do presidente Bashar al-Assad chegando ao trabalho como de costume, com a legenda “manhã de resiliência”.

Não houve relatos imediatos de vítimas, com aliados de Damasco dizendo que os edifícios atingidos foram evacuados com antecedência.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu o ataque como “limitado e direcionado”. Ela disse que autorizou a ação britânica depois que a inteligência indicou que o governo Assad era culpado de ter usado gás venenoso em Douma, subúrbio de Damasco, há uma semana.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os ataques foram limitados até agora às instalações de armas químicas da Síria. Paris divulgou um dossiê que, segundo ele, mostra Damasco culpado pelo ataque com gás venenoso em Douma, a última cidade que detém uma área controlada por rebeldes perto de Damasco que as forças do governo recapturaram na maior ofensiva deste ano.

Washington descreveu seus alvos como um centro perto de Damasco para pesquisa, desenvolvimento, produção e testes de armas químicas e biológicas, um local de armazenamento de armas químicas perto da cidade de Homs e outro local perto de Homs que armazenava equipamentos de armas químicas e abrigava um posto de comando.

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, classificou os ataques como “um tiro só”, embora Trump tenha levantado a possibilidade de novos ataques se o governo Assad novamente usar armas químicas.

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