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Pais na quarentena…

09 de Agosto de 2020 às 07:06 Publicado por: Redação
Pais na quarentena…

E tempos distanciamento social, Luiz Fernando Paulillo, Neto Genovez e Ronald Umschaden falam para nossa coluna em nossas pequenas entrevistas.

Como é ser pai na quarentena?

Luiz Fernando Paulillo

Ser pai, em qualquer tempo e espaço, é evoluir como pessoa e aprender em toda a essência o quanto Deus nos ama, nos ensina e nos acompanha. Compreender, finalmente, o verdadeiro amor do nosso Pai na vida. Ser o pai do Luiz Felipe e aprender, entre um simples olhar, diálogo ou um grande abraço dele, que eu ganhei a pessoa mais especial da vida. Tudo ficou diferente. Obrigado Deus Pai, finalmente eu entendi o que é o amor do Senhor.

Neto Genovez

Uma das maiores lições que recebi na vida foi a de transformar o caos da pandemia em oportunidades de evolução como ser humano, aprendemos ver a vida com a ótica do verdadeiro sentido que Deus nos deu, dentro dessa ótica a maior lição é estar com meus filhos o tempo todo, curtindo o simples, abraçar, ver um filme, estar com eles.

Confesso que esse tempo tornou-se pra eles e pra mim, inesquecível e, espero que isso seja para sempre.

Ronald Umschaden

Ser pai, esta é a maior dádiva do mundo!

E quantas vezes não reclamamos que não temos tempo para curtir nossos filhos, fazer algo novo, algo diferente. Somos atropelados pelas atividades do dia-a-dia e disputamos as migalhas do tempo que nos resta com o celular, com o tablet, que já faz parte da rotina de nossos filhos…

Pois bem… Se por um lado estamos passando por um momento difícil de isolamento social, por outro lado nos é dada a oportunidade de nos reinventarmos como pais. Todo aquele tempo que desejamos nos foi finalmente dado!!!

Neste período de quarentena tive a oportunidade de participar do cotidiano de minha filha, cozinhamos juntos, montamos a barraca para acampamento em casa mesmo, fizemos nossos experimentos na oficina, andamos na trilha na mata e até, quem diria, andamos de carrinho de rolimã (um rolimã que meu pai fez para mim algumas décadas atrás) o que me deu a oportunidade ainda de contar para ela como era seu avô, já falecido, e como eu esmaguei meu dedão sob o rolamento ou acabei com a sola do meu bamba freando o carrinho no asfalto.

Tenho a convicção que com isto fortalecemos nossa relação pai-filho. Se eu tenho melhores condições de compreender minha filha, ela certamente vê o seu pai com outros olhos. Percebi que estamos mais pacientes um com o outro, que temos mais vínculos e assuntos a serem explorados. Que estamos mais próximos e temos confiança um noutro.

Aproveitemos este momento para resgatar nossos carrinhos de rolimã esquecidos do passado. Vamos compartilhar nossa história, nossas dificuldades, nossas imperfeições e falhas, nossos valores, anseios e frustrações, desafios, vitórias, circunstâncias que moldaram nosso caráter. Contar sobre nossos pais, nossos avós, nossa realidade 20, 30, 40 anos atrás, sem celular, sem tablet, sem programas de TV on demand.

Não deixemos esta oportunidade passar.

A todos um feliz dia dos pais!

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