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Dirceu era mandante do esquema do mensalão, diz relator

03/10/2012 21h55 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Dirceu era mandante do esquema do mensalão, diz relator

O relator da ação penal do chamado mensalão no STF, Joaquim Barbosa, disse nesta quarta-feira, 3, que o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu tinha “posição central” no esquema, agindo como “mandante” dos acordos para compra de apoio parlamentar.

 

Dirceu foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como “chefe de quadrilha” responsável pelo esquema de compra de apoio parlamentar durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os pagamentos efetuados por Delúbio Soares e Marcos Valério aos parlamentares com os quais Dirceu mantinha reuniões frequentes o colocam em posição central, posição de organização e liderança da prática criminosa, como mandante das promessas e pagamentos das vantagens indevidas aos parlamentares que viessem a atender propostas de seus interesses”, disse Barbosa durante a leitura de seu voto.

Barbosa iniciou a análise sobre o chamado “núcleo político” do esquema, incluindo a cúpula do PT à época do escândalo, em 2005. Entre os acusados está Dirceu, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex-presidente do PT José Genoino, além do publicitário Marcos Valério, considerado como principal operador do esquema.

O relator detalhou encontros que teriam ocorrido na Casa Civil entre Dirceu, Valério, Delúbio e envolvidos no esquema, como representantes do Banco Rural, que teria concedido empréstimos fictícios que abasteceriam o chamado mensalão, além de ter sido usado no repasse dos recursos.

“O problema não é o ministro receber diretores de instituições financeiras, mas sim o contexto com que se deram essas reuniões”, disse Barbosa.

“Fatos derrubam de uma vez a tese sustentada inicialmente de que José Dirceu não tinha nenhuma relação com Marcos Valério.”

Barbosa disse ainda que os “dados permitem perceber que José Dirceu comandou a ação de Marcos Valério e Delúbio Soares”.

A defesa nega que Dirceu tenha usado seu cargo para beneficiar empresas e disse não haver prova material para a condenação do petista.

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