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Ex-diretor da Dersa rejeita apelido e nega acusações

29/08/2012 18h15 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Ex-diretor da Dersa rejeita apelido e nega acusações

O ex-diretor da Dersa, estatal paulista responsável por obras de transportes, Paulo Vieira de Souza disse à CPI do Cachoeira nesta quarta-feira, 29, que nunca se envolveu em arrecadação de recursos para campanhas eleitorais e se disse vítima de inimigos desconhecidos.

 

Conhecido pelo apelido de Paulo Preto, Souza rejeitou a alcunha e disse que ela é proveniente de preconceito racial.

“Nunca atuei em área financeira de candidato ou partido durante campanha”, disse.

O ex-diretor chegou a ser acusado por membros do PSDB durante a campanha eleitoral de 2010 de ter arrecadado doações de 4 milhões de reais para o candidato tucano à Presidência, José Serra, e fugido com os recursos segundo matérias publicadas pela mídia à época.

Souza disse que pessoas que nunca lhe viram ou lhe cumprimentaram fizeram essas acusações. E nominou pelo menos dois tucanos que teriam o acusado: o secretário de energia do governo de São Paulo, José Anibal, e ex-tesoureiro adjunto do PSDB na campanha de Serra, Evandro Losacco.

O ex-diretor disse que move 16 processos civis e criminais contra órgãos de imprensa e pessoas que o teriam caluniado.

“É covardia de quem o denunciou… Eu queria saber quem é meu inimigo. Eu gostaria de saber”, disse.

Ele foi convocado à CPI para explicar outras denúncias feitas pelo ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot de que parte dos recursos gastos num aditivo contratual na obra do rodoanel em São Paulo teriam sido desviadas para um suposto caixa dois de campanha de Serra.

Souza disse que a obra teve um aditivo de 264 milhões de reais, “o menor aditivo de obra pública no país”. Essa valor adicional só foi feito depois que foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e a Dersa.

Ele acrescentou ainda que se a obra não fosse feita pelo sistema de empreitada global a obra teria saído muito mais cara. “Quando transformamos de preço unitário em preço global foi um desconto de 100 milhões de reais, só para assinar preço global”, argumentou.

Na terça-feira, Pagot disse que o Dnit não assinou o TAC por discordar do acréscimo ao valor da obra e amenizou a denúncia feita à mídia, e disse que não tinha como provar o que teria dito.

“Isto é uma conversa de bêbado, de botequim. Isso é conversa que não se pode provar. Essa foi a observação que fiz ao repórter. Posteriormente, o repórter usou o que quis (da entrevista)”, argumentou Pagot à comissão na terça.

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