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PT vai trabalhar para não perder espaço na reforma ministerial

25/11/2011 12h24 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
PT vai trabalhar para não perder espaço na reforma ministerial

Para evitar disputas internas entre petistas e não melindrar a relação da sigla com a presidente Dilma Rousseff, o PT já informou ao Planalto de que vai trabalhar para manter no governo, a partir da reforma ministerial do início de 2012, o mesmo espaço ocupado hoje pelas tendências da legenda. Oficialmente, Dilma ainda não chamou o PT para discutir o tema. Porém, já intrigam os petistas as informações de que ela pretende reduzir o número de secretarias temáticas com status de ministérios – todas ocupadas por petistas.

As tendências devem manter seus espaços no governo

Ao tomar conhecimento dessa movimentação, Dilma expressou sua resistência à lógica petista de fazer um loteamento de ministérios como se fossem feudos de correntes partidárias. Ciente de que esse debate é delicado, o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), trata de esvaziar a discussão, afirmando que jamais conversou com Dilma sobre o tema.

Nos bastidores, porém, a perda de espaço de correntes do PT tem sido a maior preocupação dos petistas.

– As tendências devem manter seus espaços no governo. Isso é importante para preservar o equilíbrio partidário – disse nesta quinta-feira o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

A corrente Democracia Socialista (DS), por exemplo, tem feito forte mobilização para manter o Desenvolvimento Agrário. O atual ministro, Afonso Florence, é citado nas listas de cotados para sair na reforma.

Já a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil deseja manter a influência na Educação, com a saída de Fernando Haddad para disputar a prefeitura de São Paulo. Um grupo da corrente já defende a senadora Marta Suplicy para o posto.

Mas, como o Planalto sinaliza para uma solução técnica para a Educação, o PT tenta outra pasta para Marta, como a Cultura.

Outra tendência que deseja manter espaço é a Articulação de Esquerda. No governo, é representada pela ministra Iriny Lopes (Mulheres), que deve disputar a prefeitura de Vitória.

– A Articulação de Esquerda aceita substituir Iriny, desde que indique o substituto para o mesmo cargo – diz o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).

Nas demais tendências, não deve haver disputa, já que a Mensagem deve manter o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Movimento PT está contemplada com Maria do Rosário (Direitos Humanos).

O Campo Majoritário é representado por vários ministros, como Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Bernardo (Comunicações), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o próprio Haddad.

– A mesma coisa que serve para os partidos tem de servir para as tendências. Seria saudável fazer um rodízio de pastas, inclusive entre as tendências – disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).

O Planalto já identificou na movimentação das tendências do PT resistência à proposta de fundir secretárias temáticas – Igualdade Racial e Mulheres – numa única pasta de Direitos Humanos. Após as reações, Dilma pode desistir da ideia, para não complicar a relação com o PT e movimentos sociais.

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