62 anos e história em hospitalidade

17 de março de 2019


A inauguração do Castelo é marco no desenvolvimento paulista, antes desprovido de serviços de hospitalidade e abastecimento na importante região central do Estado. Alavancou a expansão rodoviária para escoamento da produção entre o norte do Estado de São Paulo e a capital. Para os viajantes, tornou-se marco de referência geográfica, “– Estamos próximos a São Carlos, passamos o Castelinho” ou “–Já passamos por São Carlos, estamos no Posto de Pedras”.
Viajar naqueles anos de 1950 ou era por trem, ou por automóvel. Mas, o privilégio de poucos proprietários das quatro rodas assemelhava-se ao “off-roading” com longos trechos em estrada de terra batida. A Rio Claro – São Carlos era assim, empoeirada, de pista simples até encontrar à Anhanguera.
Chegado o grande dia em março de 1957, a Aldeia Conde do Pinhal foi inaugurada com Restaurante e Bombas de Combustível Esso. Foi uma festa, registrada em fotos de Thomas Ceneviva com cobertura do jornal A Gazeta.
Com edificações semi-circulares e telhados íngremes, a arquitetura do Castelo tem inspiração em antigas dos vilarejos e castelos do interior da Europa, construídos com blocos de pedra, mais resistentes, notadamente a partir do século XI.
Os autores do projeto foram os próprios proprietários, Martinho Carlos e Yvonne Hanks de Arruda Botelho. Ele, bem sucedido nos Estados Unidos, na indústria cosmética que leva o nome de sua mãe – Alexandra de Markoff – e ela, do oeste americano e ascendência sueca, conduziram cinco anos de construção ciclópica. Os desafios de prover água limpa, gerar energia elétrica e interligar os prédios com fiação subterrânea foram pequenos se comparados a todas as adversidades da época. Mas foi feito, com a participação de muitos.
Canteiros espanhóis, especialistas no trabalho artístico com pedras, foram trazidos ao Brasil para trabalhar nas construções da Catedral da Sé, na capital e no Castelo, município de São Carlos. Executaram fachadas, degraus e entalhes em pedra arenito dos ambientes.
O ano de 1957 foi destaque com a inauguração do Castelo, no mês de março, e pela celebração do centenário de São Carlos, em novembro. Ambos fatos atraíram muitos visitantes à cidade, parentes e amigos da família Arruda Botelho, além de autoridades brasileiras e paulistas. Em decorrência das comemorações do centenário e na sequência, Faria Lima, secretário dos transportes do governo estadual de Jânio Quadros, solicitou a pavimentação asfáltica da estrada local que foi interditada. Anos depois, na reabertura oficial da asfaltada, mas ainda de pista única, SP-310, foi batizada de rodovia Washington Luís. O endereço do Castelo na auto-estrada passou então a ser o quilometro 222.
Entalhes homenageiam o avô de Martinho Carlos, o Conde do Pinhal. Ao centro, o brasão de armas da família paulista Arruda Botelho cuja história remonta a meados do século XVII, quando em 1654, da ilha de São Miguel, nos Açores, vieram para o Brasil três irmãos, filhos de Gonçalo Vaz Botelho.
Datas importantes para a família e para o Castelo nas rosas dos ventos dos telhados.
De 1957 a 2018, o Castelo registra atendimentos realizados a 45 milhões de clientes, aproximadamente. É testemunha de mais de meio século de fatos brasileiros e de histórias de famílias que, de geração à geração, compartilham o bem-estar que sentem nos ambientes de seu plaza. Oferece dois restaurantes, grill à la carte e cantina com almoço buffet self-service; alimentação rápida e loja de conveniência 24 horas; hotel pousadas; dois postos de combustíveis, para automóveis e outro exclusivo para caminhões.
Recebe anualmente do TripAdvisor o selo de excelência do restaurante Castelo Grill, destaque que também mereceu da Revista Seleções de Melhor Restaurante das Rodovias do Brasil, em fevereiro de 2006. O Jornal Primeira Página tem registrado, desde então, publicações aos domingos do Castelo num total de 676 semanas de parceria publicitária ou 338 páginas de informações institucionais, promocionais e eventos.
Responsabilidade Ambiental da Empresa
A empresa possui mais de 120mil m2 de instalações, opera 24 horas e gera sua própria energia elétrica das 18 às 21h. Incentiva 220 funcionários a colaborarem para o não desperdício de recursos e insumos, faz coleta seletiva, é pioneira na Washington Luís a adotar comandas eletrônicas de consumo e, provavelmente, a segunda empresa do Brasil a introduzi-las, logo após o Frango Assado de Sumaré SP, assim substituindo comandas as em papel.
Em 2013, entrou em atividades a 4a versão de sua ETE – Estação de Tratamento de Efluentes. A nova versão mereceu Carta da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia, em 16 de abril de 2013, com as congratulações do Prof. Dr. José Galizia Tundisi, após vistoria técnica que demonstrou “cabalmente a qualidade e competência do trabalho realizado que é eficiente e de alto nível.”
1957 e o Centenário de São Carlos em exibição no Pró-Memória da Estação
A Fundação Pró-Memória de São Carlos está apresentando a Exposição “São Carlos Revelada” até o dia 19 de março. A exposição exibe acervo fotográfico de três momentos distintos da história local. Um desses momentos, apresenta fotografias de Porceno Marino, realizadas durante o centenário de São Carlos.
Informações: www.casteloplaza.com.br

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