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Aumenta a violência contra a mulher

30/11/2011 16h02 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Aumenta a violência contra a mulher

Um levantamento do Centro Regional da Mulher (CRM) de São Carlos aponta para o aumento da violência contra a mulher. Em 2010, um total de 164 denúncias foram feitas. Até novembro de 2011, esse número já tinha sido ultrapassado, foram 170 ocorrências até agora.

Segundo a chefe da divisão de políticas da mulher deSão Carlos, Raquel Auxiliadora dosSantos, realmente houve um aumento, não no número de casos de violência, mas no de mulheres denunciando.  “A gente nota o aumento nos casos aqui pelo CRM, estamos com uma média de 40 atendimentos por mês. Desses, a metade são casos novos, é um crescimento que vem ano a ano desde 2005, com a criação da lei Maria da Penha”, afirma.

Raquel mostra um outro fator determinante para esse aumento. “A divulgação dos serviços também foi fundamental pra instrução. Hoje a mulher sabe aonde recorrer, isso encoraja a denunciar também”.

De acordo com a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Denise Gobbi Szakal, há uns períodos específicos em que aumenta o volume de queixas, que são motivados por fatores externos,comoa mídia, por exemplo.

Denise afirma que em 90% dos casos de denúncia, as partes reatam a relação, e que, existem muitos casos onde foi feito mais de um pedido protetivo, isso é, a mulher faz o B.O, e depois retira a queixa.Paraa delegada, o medo é o grande fator dessa inibição. “Represálias, ameaças e também a parte financeira acaba contando muito para esse fato de retirar a denúncia. A maioria das mulheres que vem aqui não possuem uma renda fixa, e isso acaba prejudicando”.

“Além disso há o fator psicológico, onde a mulher já vem predestinada que aquela é uma situação normal e acaba deixaxdo por isso mesmo”, conclui.

PROCEDIMENTOS – De acordo com a delegada Denise, as atitudes a serem tomadas quando ocorre uma agressão em casa, é vir até a DDM e registrar o B.O. O ideal é ter testemunhas, não que necessariamente viram a agressão, mas que acompanha e já saiba de um historic e, de acordo com a gravidade, a vítima é encaminhada ao CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)  e CRM onde faz um acompanhamento psicológico ou à Casa Abrigo, para dar toda a assistência necessária.  “ Vale ressaltar algo muito importante, não é vir e apenas registrar o B.O, tem que fazer a representação. Só assim evita de acontecer de novo”, finaliza.

 

Edição Jeferson Vieira

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