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Banco do Brasil e Caixa pretendem reduzir juros para bons pagadores

20/03/2012 17h30 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Banco do Brasil e Caixa pretendem reduzir juros para bons pagadores

A fim de acolher a determinação de Dilma Rousseff para reduzir o custo dos empréstimos no país, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se organizam para efetuar cortes nas taxas de juros oferecidas a clientes com histórico de bom pagador.

Os juros cobrados no cheque especial e no cartão de crédito são os principais alvos da iniciativa. Conforme o risco que o cliente ou a empresa ofereçam, será viável cortar as taxas em até mais da metade. Em produtos específicos, os juros podem cair de 10%, 9% para 3% ao mês.

De acordo com o economista e professor, Jônatas Rodrigues da Silva, parte significativa da população, especialmente de renda média e baixa, tem o hábito de utilizar o cheque especial. Como as taxas são elevadas, elas entram num ciclio vicioso, pois os juros altos inviabilizam a quitação da dívida, o que também prejudica os bancos. “A compra por impulso somada à falta de planejamento financeiro é o que leva as pessoas a se endividarem no cartão e no cheque especial. Visto que estes créditos são pré-aprovados, o consumidor faz uso deles sem nem mesmo perceber e só o nota quando chega a fatura ou observa o extrato bancário”, explica.

Segundo ele, a intenção das instituições financeira é ganhar sempre e evitar ao máximo levar calote. “Convenhamos: ganhos de 3% ao mês são excelentes. As pessoas ficam envergonhadas em admitir que perderam o controle e precisam de dinheiro. Com juros menores pré-aprovados, acredito que será um estímulo para mais pessoas comprarem, pois pagarão juro menor sem mesmo ter que conversar com o gerente do banco”, opina Silva.

No entanto, o economista não vê a medida como um estímulo aos maus pagadores para que se tornem bons pagadores, pois, para ele, a maioria dos maus pagadores não tem noção dos juros praticados. “Geralmente, o grupo de maus pagadores é formado por consumidores que compram e não pagam, pois sabem que não serão punidos”, ressalta. Silva acredita que a estratégia que vem sendo discutida com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é uma maneira de o governo estimular a economia, já que toda regra que facilita o crédito impulsiona o consumidor a ir às compras. “O lado ruim é que crédito fácil provoca inflação, o que ninguém deseja. A grande questão econômica brasileira é: como fazer o país crescer com inflação sob controle? Minha resposta é: apenas quando formos educados, o Brasil precisa investir pesadamente em educação”, finaliza.

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