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São Carlos registra 780 casos de violência contra mulher

07/03/2012 17h23 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
São Carlos registra 780 casos de violência contra mulher

A delegada Denise Gobbi Szakal, que está interinamente no comando da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Carlos, tem como projeto instaurar um atendimento que envolve psicólogos, assistentes sociais e advogados durante o expediente da delegacia para amparar a mulher vítima de violência.

“Este é um projeto que defendo há mais de dois anos e por falta de verba e parceiros ainda não conseguimos implementar na cidade. A proposta é que a mulher que for vítima de violência já encontre aqui todo um aparato de apoio para que ela se sinta segura em denunciar a agressão”, revelou a delegada.

Números da Secretaria Estadual de Segurança Pública revelam que foram registrados na cidade em 2011 exatos 780 casos como estupro (64), lesão corporal dolosa (713), além de uma tentativa de homicídio e um homicídio ocorrido em dezembro do ano passado.

Para Denise Szakal, é fato que existe um crescimento de número de ocorrências por conta da legislação que se modernizou com a Lei Maria da Penha (11.340) que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006 e já no dia seguinte, o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

“As mulheres chegam aqui mais seguras de que o agressor não vai ficar impune e elas não vão sofrer novas agressões por denunciar a violência”, afirmou Denise Szakal.

Na visão da delegada, não houve um aumento de agressões, mas sim de ocorrência pela força da lei que acabou ganhando notoriedade, muito pelo apoio dos veículos de comunicação que estimulam a denúncia.

Denise Szakal lembra que em novembro passado houve um desfecho do caso de um estuprador que abordou sete adolescentes como se fosse um assalto dentro das casas das vítimas obrigava as meninas adolescentes a manter relações sexuais forçadamente. “Após denúncia, ele está preso, confessou os crimes e espera julgamento”, afirmou.

A delegada disse ainda que 90% dos casos de violência, principalmente, as sexuais, ocorrem por membros da família. “Há outro fato comprovado por pesquisa que muitas mulheres que são violentadas acabam voltando para os agressores e sempre há reincidência”, afirmou.

A delegada contou que houve registro na cidade de a mesma vítima voltar nove vezes para o agressor e em todas as ocasiões sofreu violência. Outro dado levantado em estudo pela DDM é que a maioria das mulheres quando deixam um relacionamento violento acaba procurando outro parceiro com características semelhantes ao antigo e com perfil violento. “Estudos apontam que a ressonância da busca por parceiros violentos esteja ligada à formação afetiva que essas mulheres tiveram na infância”, declarou.

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