Cidade teve 3,3 mil partos no ano passado

13 de fevereiro de 2012


Números expressos das maternidades da Santa Casa de São Carlos e da Casa de Saúde mostram que pelo menos 3,3 mil partos ocorreram na cidade em 2011, um volume um pouco maior dos ocorridos em 2010 que fechou em 3.100 partos tanto na rede pública como na particular.

Do montante de 2011 o Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 88% dos partos, com 2.868, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. No ano passado as estatísticas mostram que 74% foram cesarianas e 26% partos normais.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o País alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em2010, ataxa subiu para 52%. A Organização Mundial da Saúde recomenda que essa taxa fique em torno de 15%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%.

Segundo a diretoria do Departamento de Gestão Ambulatorial da Saúde Municipal, Denise Mastrus Gualtier, a rede pública ligada à Prefeitura tem como meta orientar as gestantes que passam pela equipes de saúde da família a potencializar durante o pré-natal o parto humanizado.

“As mulheres passam pelo menos por nove consultas durante a gestação. Nesse período as equipes de enfermeiras tentam orientar e estimular a participar nos grupo de apoio ao parto natural”, afirmou Denise.

O trabalho feito pelos grupos de apoio já deram resultados concretos na avaliação da enfermeira da unidade 2 da saúde da Família do Cidade Aracy, Andrea dos Reis Fermiano que registrou que dos 50 partos das gestantes ligadas ao grupo de apoio, 36 foram normais. Um índice que chega a 70%.

O trabalho feito com o apoio da enfermeira obstetra e coordenadora da Maternidade da Casa de Saúde, Jamile Bussadori e da médica obstetra e professora do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Carla Andreucci Polido, gerou esse resultado que contrapõe a realidade brasileira.

Para Carla Polido, o preparo e orientação que desmistificam o parto natural trazem uma ação modificadora do panorama. “Esses grupos são gratuitos e têm como função básica informar os casais e gestantes sobre o parto”, afirmou.

 

ACOLHIMENTO HUMANIZADO – A estratégia da Rede Cegonha, do governo federal, lançada em 2011, reforça as estruturas da rede pública para incentivar o parto normal.

Até novembro, foram aprovadas 19 propostas de melhorias em maternidades, com investimento total de R$ 4,8 milhões. Para os Centros de Parto Normal, que funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o nascimento, foram aportados R$ 3,2 milhões para implantação de oito centros em sete estados. As informações são da Agência Saúde.

 

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