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CoronaVac é eficaz contra variante brasileira do coronavírus

Imunizante demonstrou efetividade de 50% após 14 dias da primeira dose segundo pesquisa feita no estado de São Paulo e Manaus

08/04/2021 07h09 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
CoronaVac é eficaz contra variante brasileira do coronavírus Foto: Divulgação

Resultados preliminares de um estudo feito com 67.718 trabalhadores da saúde de Manaus mostram que a vacina contra a covid-19, a Coronavac, tem 50% de eficácia na prevenção da doença após 14 dias da primeira dose. A pesquisa do grupo Vebra Covid-19 é a primeira a avaliar a efetividade do imunizante em um local onde a variante P.1 é predominante.

A variante P1 foi encontrada em Araraquara (SP) em fevereiro e motivou a Prefeitura a promover um lockdown de 15 dias. Após este período a incidência de casos diminuiu e na segunda e terça-feira desta semana não foram registrados óbitos na cidade.

No entanto, nesta quarta-feira, 7, a cidade registrou mais 102 novos casos sendo 45 com a detecção da variante P1. Portanto, são 17.800 casos em Araraquara e ainda foram notificados, mais quatro mortes totalizando 339 óbitos decorrentes de coronavírus durante a pandemia.

PESQUISA – O estudo da eficácia da Coronavac no combate aos efeitos da infecção da variante P1 envolve pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores da secretaria de saúde do estado do Amazonas e de São Paulo e das secretárias da saúde nos municípios de Manaus e São Paulo. Eles também têm apoio da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Segundo o médico infectologista Julio Croda, responsável pelos trabalhos, foi constatado que a vacina mantém contra a P.1 o mesmo nível de eficácia apontado nos ensaios clínicos. “Enquanto a gente tiver a P.1 como variante predominante, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais podem continuar administrando a vacina porque ela vai trazer algum impacto do ponto de vista do controle da doença”, defende.

O professor especialista em epidemiologia e coordenador técnico do Comitê de Controle do Coronavírus da UFSCar, Bernardino Alves Souto explicou que 50% de eficácia significa que se aplicarmos a vacina em 100 pessoas e não aplicarmos em outras 100 pessoas, o número de casos de Covid entre os não vacinados será o dobro do número de casos entre os vacinados. “Ou seja, a chance da doença ocorrer entre os vacinados é metade da chance dela ocorrer entre os não vacinados. Extrapolando para o nível individual, poderíamos dizer que a chance de uma pessoa vacinada ter a doença cairia pela metade em comparação com a chance de uma não vacinada adoecer”.

De acordo com os estudos, a eficácia de 50% se refere a casos sintomáticos da doença. Em nota, o grupo responsável pelo estudo disse que os resultados são encorajadores e apoiam o uso da vacina. Os pesquisadores afirmam que também vão analisar a efetividade da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca em idosos nas cidades de Manaus e Campo Grande e no Estado de São Paulo.

Ainda não há informações sobre a efetividade da vacina após 14 dias da segunda dose. Os pesquisadores vão coletar esses dados durante as próximas semanas para fazer a análise final.

Ele também afirmou acreditar na efetividade das pesquisas feitas com a Coronavac. “Tudo o que foi publicado sobre a Coronavac mostrou que os estudos foram conduzidos adequadamente no sentido de verificarem a segurança e a eficácia no grupo em que a vacina foi inicialmente testada. A limitação é que ela não fora inicialmente testada em idosos, grávidas, crianças, pessoas com comorbidades e pessoas com menores chances de se contaminarem, assim como não foi possível ainda estudar seus efeitos em longo prazo”.

O professor da UFSCar, contudo, diz que os estudos continuam, como a exemplo do que está sendo feito em Serrana, e a informação que se tem até agora é que os resultados têm confirmado o que foi verificado nos ensaios clínicos até a Fase III para liberação emergencial, também na população geral com características em parte diferentes daquelas que foram testadas na Fase III. “Nesse sentido, ainda não temos motivo para preocupações maiores com relação à eficácia e segurança da Coronavac, dentro dos seus limites de eficácia que têm sido divulgados”.

Recentemente, um estudo de imunogenicidade feito no Chile com 190 pessoas mostrou que os vacinados com a Coronavac geram anticorpos necessários para combater o coronavírus, mas em baixa quantidade. Esses dados abriram a possibilidade de a vacina ser menos eficaz contra as novas variantes.

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