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Coronavírus altera rotina e Embrapa adota o home office

05/05/2020 16h18 - Atualizado há 1 ano Publicado por: Redação
Coronavírus altera rotina e Embrapa adota o home office Foto: Divulgação / Embrapa Sudeste

Seguindo orientações da Diretoria-Executiva da Empresa, a Embrapa Sudeste e Instrumentação experimentam pela primeira vez um novo modelo para dar continuidade as atividades

Devido à pandemia do coronavírus e seguindo orientações da Diretoria-Executiva da Empresa e do Governo Federal, a Embrapa Sudeste e Instrumentação, unidades de São Carlos, mudaram a rotina de trabalho e experimenta, pela primeira vez, um novo modelo para dar continuidade às atividades e reduzir a circulação de pessoas em suas dependências, o home office ou teletrabalho.
Desde o dia 23 de março, cerca de 62,4% dos funcionários da Embrapa Sudeste estão desenvolvendo as suas atividades por teletrabalho. O retorno desses funcionários ainda é incerto, depende das determinações governamentais, segundo o Chefe Geral em exercício, Marco Aurélio Carneiro Meira Bergamaschi.
Bergamaschi disse que os funcionários aceitaram bem essa nova modalidade. “O público é bastante heterogêneo; mas na maioria se adaptaram bem. A possibilidade de fazer o próprio horário, além de poder continuar trabalhando e contribuindo para a Empresa e ao mesmo tempo mantendo o isolamento social são aspectos bastante importantes na aceitação desta nova forma de trabalho”, relata.
De acordo com o Chefe Geral em exercício, a parte de análise e avaliação de dados, assim como, a elaboração de artigos e projetos não foram comprometidas, mas, a colheita de dados a campo e a parte laboratorial das pesquisas foram reprogramadas.
O lado negativo dessa modalidade de trabalho é a falta do contato pessoal, ressalta Bergamaschi. “Sem dúvida alguma é a presença física. O contato pessoal sem dúvida faz diferença. Quanto ao serviço, temos vários sistemas corporativos que integram os diversos setores. Muitas atividades já são feitas online, então, não causaram dificuldades para a sua execução em teletrabalho.
O pesquisador Sérgio Medeiros disse que a experiência de trabalho em casa tem sido bem positiva. “Claro que há um tempo de adaptação e, mesmo depois de mais de um mês, temos que lutar contra as distrações da rotina da casa e a tentação de ficar visitando a geladeira. Mas, de modo geral, é até mais fácil focar no trabalho em casa do que na empresa.”
Segundo ele, dois fatores têm sido fundamentais para estar satisfeito com o teletrabalho: “Primeiro, estar numa fase em que não tenho atividades específicas de campo ou laboratório e, segundo, ter uma boa conexão de Internet que proporcionou reuniões de trabalho com colegas da Embrapa e parceiros externos, inclusive do exterior, bem como acesso a quase toda informação que precisei.”
Para o analista Avelardo Ferreira, apesar do período de anormalidade frente à pandemia, foi possível encontrar o apoio necessário para continuar realizando as entregas. “Estabeleci uma rotina de trabalho em um cantinho especial que montei em meu quarto, para ser o meu escritório adaptado. Faço uma programação com as minhas metas diárias e semanais, divido minhas entregas em etapas mais simples e vou acompanhando o rendimento durante o dia a dia.”
As equipes responsáveis pela manutenção dos campos experimentais, dos rebanhos e da infraestrutura da Embrapa Sudeste continuam com suas atividades essenciais no local de trabalho e permanecem em trabalho sob a forma de revezamento da equipe, informa a administração da unidade.
*Embrapa Instrumentação
Todas as atividades laboratoriais e do campo experimental da Embrapa Instrumentação foram interrompidas desde o dia 19 de março, por um período de 60 dias. Para desempenhar as atividades no novo formato, cada empregado elaborou um plano de trabalho para ser executado à distância, com prazos e metas para cumprimento das tarefas.
As medidas afetam o andamento de atividades em 18 laboratórios, incluindo os que são multiusuários (acessados normalmente também pelo público externo), como o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) e o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre).
Cerca de 200 estudantes entre bolsistas, principalmente alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado (orientados por pesquisadores do Centro de Pesquisa), além de estagiários e que formam um grupo importante de colaboradores, também foram atingidos com as medidas de prevenção ao Coronavírus, e não acessarão as dependências da Unidade.

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