Cidades

Cresce internação para dependentes químicos


Os dados da Defensoria Pública de São Carlos mostram que tem crescido em 2012 o número de pedidos por internação para dependentes químicos. O fato norteou a primeira reunião do Conselho Municipal Antidrogas (Comad) criado na última quinta-feira e que contou com a participação do defensor público Danilo Mendes Silva de Oliveira.

Do número de casos abertos em março pela Defensoria Pública, 31,4% correspondem a pedidos de internação por dependência química, foram 68 ações nesse sentido das 217 correspondentes ao mês passado. O número ultrapassou os pedidos de pensão alimentícia e de divórcio que foram 27 cada.

Observa-se que no primeiro trimestre do ano os pedidos de internação por conta de drogas são crescentes. No período, das 543 ações abertas pela Defensoria, 21%, ou seja, 114 foram para recolher dependentes químicos em clínicas especializadas.

Segundo a coordenadora da Defensoria Pública, Maria Alice Macedo, os números revelam que a sociedade encontrou no órgão uma referência para buscar ajuda. “A defensoria tem ficado em evidência pelo trabalho de orientação para quem busca auxílio no processo de internação por dependência química”, afirmou.

O Comad é composto por 8 membros titulares e 8 suplentes; 50% de integrantes da Prefeitura e 50% da sociedade civil. Na primeira reunião houve a escolha da diretoria que ficou formada pelo diretor de Governo, Antônio Donato Netto, que assumiu a presidência. A vice-presidência será ocupada por Karine Itman Monteiro. Cláudio Edílio será o primeiro-secretário e Márcia Branco, a segunda-secretária.

Nela ficou definida que de 19 a 26 de junho será realizada a Semana Municipal Antidrogas. Projeto criado pelo vereador Ronaldo Lopes (PT) em 2010 e que tem como proposta a prevenção ao uso de drogas. “Nesse momento se debatem os caminhos para manter as crianças e adolescentes distantes dos malefícios causados pelas drogas”, afirmou o parlamentar.

O defensor ressaltou que o papel do Comad é o de propor programas municipais de prevenção ao uso indevido de drogas. Para ele, coordenar, desenvolver e estimular programas e atividades de prevenção da disseminação do tráfico e do uso indevido de entorpecentes é essencial do conselho.

Na avaliação de Ronaldo Lopes, o envolvimento da sociedade no combate ao uso de drogas é primordial. “A participação da sociedade no combate ao crescimento do uso das drogas, que tanto aflige a sociedade, é necessário. Esse grupo será preponderante nos projetos de políticas públicas que tenham intervenções eficazes na atenção aos usuários de droga”, ressaltou.

Segundo dados da assessoria de imprensa da Prefeitura, o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) atende em média, por mês, 700 pacientes e no ano passado recebeu investimento de R$ 1,26 milhão.

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