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Educação não pretende interditar escola por conta da Covid-19

Diretoria de Ensino afirmou que casos serão tratados de forma pontual, aplicando protocolo da Vigilância Sanitária

19/10/2021 07h16 - Atualizado há 2 meses Publicado por: Redação
Educação não pretende interditar escola por conta da Covid-19 Foto: Divulgação
Reportagem: Hever Costa Lima

Com o avanço da vacinação dos professores e trabalhadores da Educação, o Estado de São Paulo já atingiu 97% com esquema vacinal completo contra o novo coronavírus, garantindo, segundo o governo paulista, uma retomada das aulas de forma presencial. “Caso haja alguma contaminação, não haverá uma interdição da escola, iremos tratar de forma pontual e aplicar o protocolo de afastamento da pessoa, identificação dos contactantes e todos passarão por testes para confirmar o diagnóstico”, afirmou a dirigente da Diretoria de Ensino, Débora Gonzalez Costa Blanco.

A dirigente reafirmou que o Estado não irá trabalhar com o fechamento integral das escolas. “Nós vamos atuar onde o problema for apontado, sempre em conjunto com a Vigilância Sanitária e o Simed [Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19] para isolar aquele grupo”. Porém, adiantou que se precisar que a medida seja mais ampla, ações para conter o avanço da contaminação serão feitos. “Nós queremos que essa volta seja feita com segurança”.

Débora considera ainda que o retorno das aulas presenciais, mesmo de forma escalonada, ocorrida em 8 de fevereiro, não trouxe reflexo negativo. Ela se baseia nos indicadores de contaminação e de mortes divulgados pela Prefeitura. Além disso, 90% dos adolescentes de 12 a 17 anos, já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Segundo a dirigente, não houve uma resistência da comunidade escolar em se vacinar, pelo contrário, os trabalhadores da educação estavam ávidos pela vacina. “Em todas as oportunidades que tivemos, foi pedido o comprovante de vacinação, como aconteceu durante o período de rematrícula. Não que fosse um impedimento para o aluno se matricular, contudo, já sinalizamos da importância da imunização para a segurança de toda a comunidade escolar”.

O QUE FICA DA EXPERIÊNCIA VIRTUAL

A vivência de aulas remotas trouxe práticas que já se consolidaram na vida escolar. O investimento em mídia vem sendo considerado um avanço significativo e já se consegue fazer a transmissão ao vivo das atividades. “O novo ensino médio exigirá uma ampliação da carga horária e parte desse conteúdo será feito por meio do Centro de Mídia da Secretaria de Educação a partir de fevereiro de 2022”, afirmou Débora.

O recurso de mídia é a ferramenta que a Educação pretende usar para mitigar o prejuízo que a pandemia do novo coronavírus trouxe ao ensino no país e no mundo. “Nós avaliamos que precisaremos de dez anos para recuperar o atraso que os últimos dois anos impuseram no aprendizado escolar”.

Débora exemplificou que a criança que começou o primeiro ano em 2020, está há quase dois anos sem a vivência da escola. “Imagina o impacto na alfabetização dessas crianças. Por mais que tenhamos trabalhado de forma remota, a intensidade de conteúdo não foi a mesma”.

PERÍODO INTEGRAL – O Programa de Ensino Integral (PEI) foi ampliado e vai oferecer, a partir do próximo ano letivo, mais de um milhão de vagas. A rede vai contar, no total, com 2.029 escolas estaduais do PEI, espalhadas em 457 cidades (alcance de 70,8%). Destas, 952 novas unidades escolares. Serão 149 novos municípios atendidos.

Atualmente, são 448 mil estudantes do ensino fundamental e ensino médio beneficiados em 1.077 escolas, de 308 cidades. O número de escolas do PEI irá aumentar em quase 6 vezes em comparação a 2018, quando o programa estava presente em 364 unidades escolares. Na época, eram ofertadas 115 mil vagas.

Com o avanço, a partir do próximo ano letivo, serão 261 escolas do PEI de Anos Iniciais (1° ao 5°ano), 1.563 de Anos Finais (6° ao 9°ano) e 1.570 de ensino médio (que representam 18%, 42,6% e 43% da rede estadual, respectivamente).

O QUE É O PEI?

Criado em 2012, o programa potencializa a melhoria da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes, nas dimensões intelectual, física, socioemocional e cultural, por meio de um modelo pedagógico articulado a um Modelo de Gestão. São trabalhadas práticas pedagógicas, como Tutoria, Nivelamento, Protagonismo Juvenil com Clubes Juvenis e Líderes de Turma, além de componentes curriculares específicos, como Orientação de Estudos e Práticas Experimentais, que potencializam a formação integral do estudante a partir do seu Projeto de Vida.

São dois formatos: 7 e 9 horas. No primeiro, as escolas oferecem dois turnos – das 7 às 14 horas e das 14h15 às 21h15. No turno único, as aulas ocorrem entre 7h e 16h.

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