EESC aprova curso de Engenharia de Conversão de Energia

29 de junho de 2013


A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) aprovou a criação do curso de Engenharia de Conversão de Energia. O professor Paulo Seleghim Junior, um dos propositores do projeto, explica o que motivou a nova proposta:

 

“Em engenharia, o tema energia era tratado por engenheiros químicos, mecânicos ou eletricistas, cada um em seu foco. Com a diversificação da matriz energética com as bioenergias (eólica, hidráulica e fotovoltaica) tornou-se necessário um engenheiro com competências diferentes dos que trabalham com matrizes como carvão, petróleo e gás”.

Como exemplo, ele cita a indústria de cana, que produz biocombustível (que se utiliza de um insumo biológico): “O engenheiro que trabalha nessa indústria precisa entender dos processos mecânicos da produção, mas também de processos biológicos, como a fermentação, por exemplo, e da parte química, como a destilação”.   

Segundo ele, o curso é uma resposta à transição da matriz energética: “E é uma engenharia difícil de propor porque exige rearticular áreas tradicionais da engenharia”.

O professor afirma ainda que uma das características desse curso é a sua transdisciplinaridade, já que, nele, o aluno terá disciplinas ligadas à biologia, por exemplo.

O curso prevê 33 professores e seis laboratórios: “Isso do ponto de vista de quem propõe. A USP agora precisa ver quanto isso vai custar e se cabe no orçamento. O primeiro vestibular está previsto para 2015”.  

 A ideia e proposta do curso vêm sendo discutidas desde 2009, e no mês passado ele foi aprovado na Congregação da EESC; aprovação que é uma das etapas da criação do curso.

Segundo a EESC, o processo para criação de um curso de graduação é complexo e depende de várias análises e aprovações. Numa primeira etapa esse trâmite acontece dentro da unidade de ensino (faculdade) e, num segundo momento, depende das comissões e órgãos centrais da Universidade.

A Congregação, que é instância de deliberação máxima da EESC, analisa o processo quanto à viabilidade acadêmica, financeira e administrativa.

Aprovado, o processo segue para as instâncias centrais da USP, onde pareceristas indicados verificam a pertinência da proposta. E após total concordância, a proposta é votada no Conselho Universitário, instância de deliberação máxima da USP.

 

Outros cursos

 

A USP de São Carlos ainda possui outras três propostas de novos cursos, mas que estão em diferentes fases de implementação. São eles: Engenharia Hídrica (falta ser aprovado pelo Conselho Universitário), Engenharia Automobilística e Engenharia Química, ambos na primeira fase (elaboração do projeto do curso).

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