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Empregador é flagrado com trabalho escravo pela 3ª vez

28/10/2011 22h19 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Empregador é flagrado com trabalho escravo pela 3ª vez
De acordo com o procurador do Ministério Público do Trabalho de Araraquara, Rafael de Araujo Gomes, é a terceira vez que o responsável por contratar as famílias da fazenda Palmeira, Edson Rossi é flagrado com irregulares e promoção do trabalho escravo.
Gomes afirmou que apesar de Rossi ter assinado Termos de Ajustes nada foi cumprido e ele responderá por diversos crimes ao colocar trabalhadores em situações vexatórias e explorar o trabalho infanto-juvenil. “Além do empregador Edson Rossi, a fazenda Palmeira será responsabilizada pela situação encontrada no local. Ações agora serão as últimas e contundentes e responderá pelas condições de escravidão, que é crime e por uma outra série de irregularidades, entre elas o crime ambiental”, explicou o procurador.

De acordo com o gerente regional do Ministério do Trabalho em São Carlos, Antonio Morillas Júnior, as multas que serão aplicadas passam de R$ 150 mil, além da responsabilização criminal.

Em um primeiro momento ficou estabelecido que o empregador, Eduardo Rossi e a fazenda Palmeira irão pagar todas as verbas rescisórias, além de hospedagem e alimentação para as famílias. Elas foram conduzidas a um hotel na região central de São Carlos. Também é de responsabilidade do empregador o transporte das famílias e seus pertences para os locais de origem. A fazenda está interditada pelo Ministério Público do Trabalho.

A prefeitura de São Carlos, através de um acordo com a Gerência Regional do Ministério do Trabalho em São Carlos, irá realizar o acompanhamento das famílias da fazenda Palmeira.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura as famílias ficarão hospedas em um hotel, receberão marmitex no almoço e janta até a data que a Justiça do Trabalho determinar. A assessoria informou ainda que o empregador é o responsável pelo pagamento das despesas. Caso isso não ocorra, segundo a assessoria da prefeitura o Ministério do Trabalho arcará com os gastos. Até a decisão da Justiça, as 3 crianças matrículas em escolas públicas não irão frequentar as aulas. 

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