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Empresário que levou 9 tiros na SP-318 convive com o medo

26 de Março de 2015 às 00:33 Publicado por: Redação
Empresário que levou 9 tiros na SP-318 convive com o medo

Passados 13 meses de uma emboscada sofrida na rodovia Thales Lorena Peixoto Júnior, a SP-318, José Novaes Júnior convive com fantasmas que amedrontam a ele e à família. Por telefone e sem revelar seu paradeiro, o empresário conversou com exclusividade com o Primeira Página, após receber a notícia de que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o habeas corpus pedido pela defesa do policial militar envolvido na tentativa de homicídio, que aconteceu em fevereiro de 2014. “Da justiça divina ninguém escapa. E, em função do excelente trabalho desenvolvido pela Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos, a Justiça dos homens está sendo feita”, acredita. “Não me considero um vencedor. Sou uma peça de algo inacreditável. Como uma pessoa que convive com você há anos pode pensar na sua morte juntamente com o companheiro?”, continuou o desabafo Júnior Novaes.

O companheiro a que se referiu o empresário é um policial militar que trabalhava no 46º Batalhão, na Capital. O PM era o atual marido da ex-mulher de Novaes. No dia 24 de novembro do ano passado, o militar foi preso na farmácia de manipulação dela, que fica na avenida Doutor Carlos Botelho.

Nessa semana, o TJ-SP negou o habeas corpus da defesa do policial por entender que o ato foi praticado por vingança ou interesse financeiro, idealizado e encomendado pelo policial acusado, que pagou R$ 30 mil aos executores da ação, o que “evidencia a necessidade da manutenção da custódia cautelar para a garantia da ordem pública e para conveniência da instrução criminal”. 

A Justiça afirmou que é “um equívoco conceder a liberdade provisória do acusado ou aplicar medidas cautelares, pois o suspeito já se ausentou do país por várias vezes, podendo fazer isso novamente”.

“Minha vida, atualmente, requer cuidados redobrados. Tenho ido muito pouco a São Carlos. Quando apareço, não tenho endereço fixo. Tenho dois ou três lugares em que me hospedo. As empresas são tocadas por minha família. Infelizmente, não tenho sossego, mas confio na polícia e na Justiça. E que haja punição aos que cometeram e aos que tramaram a minha execução”.

Segundo Novaes Júnior, o policial militar preso chegou a promover ameaças por duas vezes. Os casos, inclusive, foram objeto de elaboração de Boletim de Ocorrência (BO). “Algumas pessoas ganhariam muito com a minha morte, principalmente pessoas que foram próximas a mim”, afirmou. O caso ainda continua sob investigação da equipe do delegado Gilberto de Aquino.

BALAS – Na entrevista por telefone, Novaes Júnior revelou que, dos nove tiros disparados, quatro permanecem no corpo dele. No dia 7 de fevereiro de 2014, o empresário foi baleado ao deixar a empresa em um condomínio logístico defronte ao trevo de Água Vermelha, na rodovia SP-318.

Ele dirigia um Kia Sorento, quando a mulher que estava ao lado percebeu que um homem que estava agachado se levantou e foi em direção ao veículo com uma arma na mão. Nesse instante o atirador disparou várias vezes contra o carro. Treze tiros atingiram o veículo e nove acertaram o motorista. Nenhum dos tiros atingiu a mulher e nem a filha do empresário que estava no banco traseiro. “Mesmo depois de todo esse tempo, elas acordam assustadas à noite. Foi uma situação traumática para todos”, comentou Novaes Júnior.

Como última mensagem da entrevista, Novaes Júnior agradeceu às equipes médicas de São Carlos e de São Paulo, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São Carlos, que trabalhou na estabilização do seu quadro de saúde. “Sem eles, não estaria conversando com você, agora, por telefone”, concluiu.

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