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Empresas crescem com ajuda de incubadoras

07/12/2011 08h41 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Empresas crescem com ajuda de incubadoras

De acordo com dados divulgados, no último dia 5, pelo Anuário do Trabalho do Sebrae, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela geração de 6,1 milhões de empregos com carteira assinada em todo o Brasil.

Dentre os setores que mais se destacaram estão o comércio, como maior gerador de postos de trabalho oficiais, seguido de serviços e indústria. E um dos principais atores no advento das micro e pequenas empresas foram as incubadoras.

Incubadoras são instituições que abrigam empresas nascentes, de diversas áreas, e proporcionam estrutura física, assessoria financeira, jurídica e de gestão para que o empreendimento possa prosperar.

As incubadoras também promovem capacitação à proprietários e funcionários, em diversas áreas, como forma de profissionalizar os negócios, além de aproximar as empresas do mercado e de possíveis investidores.

“Em parceria com o Sebrae, nos últimos dois anos as incubadoras em todo o país têm promovido esforços de forma a incentivar a geração de empregos e o fortalecimento das micro e pequenas empresas. Tais esforços resultaram nos números divulgados, que são incentivo para que se invista mais nesse setor”, explica Alagui Marques, gestor da Incubadora de Alta Tecnologia Cedin (Centro de Desenvolvimento das Industrias Nascentes).

De acordo com Marques, quando as empresas ainda estão incubadas, não têm papel tão preponderante na geração de postos de trabalho, uma vez que ainda estão em fase embrionária de desenvolvimento. Mas quando se graduam, passam a atuar de forma mais incisiva no mercado, contribuindo para os índices apresentados pelo Sebrae.

“Quando saem da incubadora, normalmente as empresas se estabelecem em prédios de maior porte e possuem maior estrutura física para o trabalho, o que por si só já demanda mais funcionários. Contudo, quanto mais se estabelecem no mercado, maior o fluxo de negociações e maior a demanda. Logo, a necessidade de produção aumenta e a contratação de funcionários torna-se necessária”, afirma.

No caso do Cedin, Marques aponta que as empresas saídas da incubadora não geram tantos empregos, em comparação à empresas saídas de outras instituições. Isso ocorre porque as empresas saídas do Cedin são de base tecnológica, cujos funcionários precisam ter uma qualificação mais alta e os métodos produtivos são mais desenvolvidos, minimizando a necessidade de contratação de mão-de-obra.

“É diferente uma empresa de automação, que trabalha com tecnologia de ponta, e uma de produção de sacolas plásticas, que precisa de uma linha de produção. A segunda irá gerar mais postos de trabalho do que a primeira. Mas a empresa de automação, indiretamente, gerará vários postos de trabalho, ou seja, equilibrará a balança”, finaliza.

Edição Jeferson Vieira

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