Cidades

Empresas tecnológicas de São Carlos têm sobrevivência de 95%


As chamadas empresas de base tecnológica (EBTs) de São Carlos alcançam sobrevivência de 95% no mercado brasileiro. A informação é da Fundação Parque de Alta Tecnologia (ParqTec), entidade que acaba de completar 35 anos de atividades e que é a primeira incubadora da América Latina e responsável pelo nascimento de aproximadamente 150 empreendimentos empresariais de alta tecnologia.
O presidente da Fundação ParqTec, professor Sylvio Goulart Rosa Júnior, fala com orgulho que das empresas incubadas na instituição, apenas 5% foram vítimas da chamada “mortalidade infantil” das empresas, ou seja, a desativação do empreendimento em até dois anos de atividades.
Ele ressalta que antes do Plano Real, lançado em 1994, e com a inflação descontrolada como ocorria, o ambiente era completamente diferente. “Antes do Real a taxa de mortalidade era de aproximadamente 50%, pois era muito difícil um novo negócio sobreviver a um cenário de total incerteza. Hoje isso é completamente diferente, felizmente”, comemora ele.
Rosa Júnior afirma que o modelo de São Carlos de soma de conhecimento ao espírito empresarial gerou um circulo virtuoso que se tornou modelo para outras cidades do Brasil. “Geramos um modelo gerador de riqueza, de emprego e de renda. A alta tecnologia somada à produção é algo irreversível e temos a felicidade de sermos a semente de tudo isso, de começarmos este processo capitalista de combate à miséria e à ignorância por meio da difusão do conhecimento de da geração de oportunidades”, enfatiza o cientista.
BRASIL – De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pelo quarto ano consecutivo, o Brasil registrou em 2017 mais fechamentos do que abertura de empresas, segundo levantamento o Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 2017, enquanto 699,4 mil companhias encerraram suas atividades, apenas 676,4 mil começaram o negócio – 503,21 nasceram naquele ano e 173,23 reativaram suas atividades –, o que contabiliza um saldo negativo de 23 mil empresas. Em quatro anos, o Brasil já perdeu 316.680 empresas.
No ano, havia 4,5 milhões de empresas ativas, que ocupavam 38,4 milhões de pessoas. Desse total, 31,9 milhões (83,1%) eram assalariadas e 6,5 milhões (16,9%) sócias ou proprietárias. No período, a entrada de pessoas assalariadas no mercado formal somou 829,4 mil (alta de 2,6%). A saída correspondeu a 469,4 mil (perda de 1,5%).

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