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Frio contribui para maior incidência de doenças cardiovasculares

05/05/2012 09h44 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Frio contribui para maior incidência de doenças cardiovasculares

Segundo dados da American Heart Association, durante as estações frias, a incidência de doenças cardiovasculares chega a aumentar de 20% a 25%. Isso porque a queda de temperatura pode desencadear uma diminuição da circulação sanguínea no músculo cardíaco, ocasionando problemas do coração como angina (dor no peito), acidente vascular cerebral, arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio, podendo estar associado ou não à morte súbita.

De acordo com o médico cardiologista, Dr. Márcio Aurélio, os riscos são maiores, principalmente, entre pessoas que já possuem alguma predisposição aos distúrbios cardíacos ou que já apresentam problemas do coração. “Fatores como idade, doenças como o diabetes e obesidade, por exemplo, tornam uma pessoa mais suscetível à instabilidade ocasionado por uma mudança de temperatura repentina”, explica.

Segundo o cardiologista, como o organismo tende a entrar em estado de hiportermia, ou seja, quando a temperatura corporal fica abaixo de 36º, o sistema cardiovascular passa a trabalhar mais para manter o equilíbrio térmico. Ele comenta que a sensação de frio faz com que os receptores nervosos da pele estimulem a liberação de noradrenalina, hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.

Como conseqüência dessa contração, explica o Dr. Márcio, os canais de circulação do sangue também se estreitam, o que pode provocar rupturas de placas de gordura no interior das artérias coronárias, que irrigam o coração. “Neste processo, as proteínas e plaquetas do sangue entram em ação para reverter o quadro, e isto aumenta as chances de formação de coágulos, que são responsáveis pelo entupimento das artérias, podendo causar infarto do miocárdio”, esclarece.

O médico também atenta para o fato de que, nas estações frias, o organismo está mais propenso a contrair doenças virais, que podem exigir um maior esforço do organismo, trazendo desequilíbrio do músculo cardíaco e promovendo quadros de insuficiência cardíaca, que têm como o principal sintoma a falta de ar.

Por isso, a recomendação do cardiologista é que as pessoas, além de se manterem devidamente agasalhadas, adotem medidas preventivas a fim de diminuir os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares. Dentre elas, ele cita: realizar exames de rotina; controlar os níveis de colesterol no sangue e a pressão sanguínea, por meio da prática regular de atividades físicas e de uma dieta saudável; evitar fumar e moderar a ingestão de álcool, já que seu consumo excessivo eleva o risco de pressão alta, ataque cardíaco e derrame.

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