Cidades

Itirapina: Ciclistas desconhecem as leis de trânsito


Muitos motoristas de veículos que trafegam pelas vias públicas, bem como pedestres que atravessam Ruas e Avenidas na cidade, ficam indignados com inúmeras pessoas que circulam pela cidade com suas bicicletas, mas trafegam na contramão e também, muitas vezes, não se atentam para o sinal de pare, passando direto e colocando em perigo muita gente, inclusive eles próprios. De acordo com o art. 58 do Código de Trânsito Brasileiro é proibida a circulação de bicicletas na contramão.

Apesar de obrigatório, muitos ciclistas não respeitam essa norma por acharem que é mais seguro trafegar na contramão, ou por simplesmente desconhecerem, por não terem a exata noção dos problemas que podem ser ocasionados. De acordo com estudos, apesar de enxergarem melhor os veículos é mais difícil frear para evitar uma colisão frontal do que diminuir a velocidade para evitar um atropelamento.

Além disso, na contramão, o ciclista acaba surpreendendo os condutores de demais veículos. Por exemplo, ao sair de uma garagem ou num cruzamento, os condutores por hábito, acabam verificando os veículos que vem no sentido da via, o motorista não está esperando um veículo na contramão. Dessa forma, fica mais difícil de evitar um acidente.

Flagrantes

Algumas imagens captadas pelas ruas de Itirapina mostram a falta de consciência do trânsito. Numa delas, observa-se claramente uma senhora trafegando na Avenida Um, sentido contrário, levando crianças em sua bicicleta para a escola. Não bastasse descer a referida Avenida na contramão, virou à esquerda na Rua Três, também na contramão, quando um veículo chegou nesta esquina, colocando seus filhos em grande perigo.

Pela Rua Quatro no Centro, registramos também outra ciclista trafegando em sentido contrário, assim como na Avenida Um, perto do prédio da Prefeitura Municipal, quando outras duas pessoas descem na contramão sem se atentar sobre o perigo.

Os flagrantes mostram a necessidade dos condutores de bicicletas seguirem as normas de trânsito e trafegarem pelas Ruas e Avenidas nas mãos corretas, pois em caso de acidente, serão os que mais poderão sofrer graves lesões, além de tantos outros transtornos futuros, incluindo ações judiciais pelos danos que podem causar.

No Estado

O número de mortes de ciclistas em acidentes de trânsito aumentou 17,8% no estado de São Paulo no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2017, passando de 73 para 86 ocorrências. Os dados são do Infosiga SP, sistema do governo estadual de São Paulo que divulga dados de acidentes de trânsito.

“Vários fatores contribuem para esse dado, entre eles o aumento do número de ciclistas nas cidades. Temos atuado junto aos municípios e contemplado projetos que favorecem esse grupo, incluindo a construção de ciclovias e melhorias na sinalização. Mas é fundamental que os demais atores do trânsito tenham mais cuidado com o ciclista, que merece sempre nosso respeito e atenção”, disse, em nota, Silvia Lisboa, coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa do governo para redução de mortes no trânsito.

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