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Ministério Público arquiva denúncia de maus-tratos em escola

05/03/2016 17h05 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Ministério Público arquiva denúncia de maus-tratos em escola

O promotor da Infância e Juventude, Mário Corrêa de Paula, arquivou a denúncia de maus-tratos a alunos da escola municipal Maria Ermantina Tarpani, no Cidade Aracy. Segundo despacho, o Ministério Público não encontrou indícios de abusos.

A denúncia aconteceu em fevereiro de 2014. Na ocasião, o ex-chefe de Divisão de Infância e Juventude, Leandro Amaral, divulgou um vídeo mostrando crianças que, supostamente, passavam horas de castigo, sem poder beber água ou ir ao banheiro. O caso ganhou repercussão nacional com a divulgação de vídeo expondo a situação.

A partir das denúncias, a Prefeitura abriu uma sindicância para apurar o caso. As imagens mostravam crianças sentadas nos bancos da escola, que funciona no Centro da Juventude do bairro. Segundo Amaral, os vídeos foram gravados entre maio e dezembro de 2013. As imagens mostravam corredores de salas de aula alagadas e também dois alunos, de 6 e de 9 anos. O primeiro dizia que estava de castigo por 3 horas, sem beber água e se alimentar; o segundo comentava que era proibido de ir ao banheiro.

EXCESSO – O presidente da Comissão de Sindicância da Prefeitura, Antônio Roberto de Assis, confirmou que as investigações apuraram que não houve excesso pedagógico. “O que havia era excesso de zelo pedagógico e houve uma interpretação equivocada de quem fez o vídeo”.

Sobre a criança de 6 anos que estaria de castigo por 3 horas, a sindicância apurou que o tempo não passou de 15 minutos. “Ele brigou com uma aluna e foi colocado no corredor da diretoria para conversar com o diretor. Ele foi à diretoria às 11h45”.

Sobre o outro caso, Assis disse que o aluno recebeu uma orientação para fazer reforço escolar à tarde. Também havia um histórico de faltas em excesso da criança.

Na opinião de Assis, os profissionais da educação que atuam na Maria Ermantina tiveram consequências psicológicas graves.

“A consequência maior foi para os profissionais da escola que foram jogados nessa difamação. Colocaram pessoas sérias e dedicadas sob suspeita. Alguns professores tiveram problemas psicológicos sérios porque foram ultrajados. Se aconteciam os castigos na escola, outros casos iriam aparecer”, acredita Assis.

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