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Parto humanizado se torna diferencial

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Como atrativo para gestantes que preferem estar na estatística dos partos normais, a Casa de Saúde tem um quarto pré-parto, parto e pós-parto (PPP). Ambientado para que o parto seja 100% humanizado.

A coordenadora da Maternidade da Casa de Saúde, Jamile Bussadori, afirmou que esse diferencial é para as gestantes que chegam na hora do parto com a convicção que parir não deve ter uma intervenção cirúrgica.

Jamile ressalta que o parto natural é um modelo que deixa ao lado as intervenções tecnológicas e não de lado. “Caso seja preciso uma intervenção cirúrgica da equipe médica, ela será feita, mas a intenção é deixar que a mulher tenha seu filho da maneira mais natural possível com o tempo que for necessário”, afirmou.

Experiência como esta teve a cinegrafista Juliana Florindo que, após os dois primeiros filhos, optou pela experiência no PPP. “Tive um atendimento personalizado para um parto que durou 20 horas. Mas com todas as técnicas da equipe, o meu filho nasceu no momento certo. Tive o bebê de pé e ele não saiu de perto de mim. Partos assim diminuem em até 90% o risco de depressão pós-parto das mães”, relatou.

Diferente da experiência de parto da filha do meio de Juliana que foi na maternidade do Sistema Único de Saúde (SUS). “Naquele parto precisei de intervenção cirúrgica. Com isso o parto do nenê foi antecipado em pelo menos seis horas. Já que eu não poderia ter minha filha no horário que ela queria nascer, naturalmente. Afinal a equipe médica terminaria o plantão às 19h e eu fui induzida ao parto para que o médico que estava me atendendo não extrapolasse o período de seu plantão”, afirmou.

A fotógrafa Marina Maldonado, que há dois anos participa do Grupo de Apoio ao Parto Natural (GAPN),em São Carlosrelata a experiência de estimular a gestante ao parto natural. O grupo leva aos casais e grávidas as informações com base em evidência científica das vantagens e riscos que trazem um parto natural. “O nosso papel é dar suporte a mulher para que ela possa dar à luz com segurança e informada de todo o processo”.

O grupo que atua desde outubro de 2009 ainda não tem estatísticas de quantas gestantes optaram pelo parto natural, mas estima que pelo menos 70% delas aderiram à ideia do parto humanizado.

Mãe há seis meses, Lívia Dotto Marticci optou também pelo parto natural. Dentro da filosofia adotada por ela, a criança nasce no momento que tem de nascer e no período que o organismo pede. “O parto é da mulher e não do médico. É ela que é a protagonista da história”, afirmou ao ressaltar que todo o sistema, público ou privado, induz a mulher à cesárea. Na avaliação de Lívia, os médicos tentam controlar o tempo, já que eles não estão dispostos a ficar a mercê do momento único do parto.

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