Cidades

Prefeitura ainda não sabe quanto economizaria em aluguéis com novo Paço


Ao contrário do que o Prefeito Airton Garcia havia dito em entrevista ao programa Fala São Carlos, na última semana, o Secretário Municipal da Fazenda, Mario Antunes, diz que ainda não há previsão de quanto a Prefeitura poderia economizar em aluguéis, caso compre o prédio da antiga Faber para instalar o novo Paço Municipal. “Esse trabalho para levantar o que poderia ser migrado para o novo prédio ainda não foi feito”.
Em dezembro, a Prefeitura pagou R$ 280 mil em aluguéis de imóveis. No entanto, Antunes salientou que alguns imóveis podem ser devolvidos com a nova estrutura, enquanto outros não. “Por exemplo, Delegacia de Polícia, UBS, Unidade Saúde da Família e AME são prédios que continuarão locados pela prefeitura”.
Outro ponto a se destacar é que alguns imóveis locados pela Prefeitura são pagos através de convênios com os governos estadual e federal. O prédio que abriga o Albergue Infantil, por exemplo, tem aluguel de quase R$ 2,6 mil pago pelo governo do estado. Já os imóveis onde estão o CAPS, a Vigilância Sanitária e o CEO são pagos por meio de convênio com o governo federal. Caso o aluguel desses locais seja encerrado, os recursos deixarão de vir ao município.
Segundo Airton Garcia os cofres públicos não seriam onerados com a realização da compra, pois com o dinheiro economizado com os aluguéis, seria possível pagar o financiamento do novo prédio. “Hoje as coisas são tudo desconectadas, se a gente pudesse fazer todas as repartições num lugar só, a gente economizaria bastante. Seria uma medida inteligente”.
NA CÂMARA – O projeto que trata da compra do prédio da antiga Faber para instalar o Paço Municipal já está sob análise da Câmara. De acordo com o presidente do Legislativo, Lucão Fernandes, a ideia da Prefeitura é fazer uma operação de crédito de R$ 20 milhões junto à Caixa Econômica Federal, por meio de uma linha do Financiamento de Infraestrutura e Saneamento (FINISA). O pagamento seria realizado em 96 parcelas, com carência de 24 meses para início dos pagamentos, e a taxa de juros anual seria de 5,7% mais a variação do CDI. O valor das parcelas não consta no projeto.
Polêmica
Advogado sugere “mala preta” sobre a compra do prédio da antiga Faber
Durante a reunião da CPI da Merenda, ocorrida na última sexta-feira (13), o advogado Luis Donizetti Luppi, que acompanhava sua cliente Juliane Fernandes durante o depoimento ao colegiado, causou polêmica ao pedir para falar. Trazendo consigo uma mala preta, de conteúdo até então desconhecido, Luppi afirmou: “Essa mala preta não é para discutir a compra, pelo município, do prédio da antiga Faber, ad referedum desta Câmara”.
Luppi, então, tirou um conjunto de papéis de dentro da mala e disse se tratar de um processo administrativo, que trata de um curso que teria sido feito e alguém pediu pagamento. De acordo com o advogado, um “secretário honestíssimo” do governo Airton atestou o pagamento, porém, o curso não foi feito. Luppi ainda prosseguiu: “Aliás, o secretário, consta que teria feito investidas anteriores para comprar o prédio da Antiga Faber”.
Após a introdução, Luppi apresentou relatório de sindicância interna da Prefeitura, indicando que o ex-secretário de Agricultura e Abastecimento, Deonir Tofolo, cometeu assédio moral contra as servidoras e atos de improbidade administrativa. Acompanhando o relatório, estava um pen drive, no qual havia gravações ambientais de falas do ex-secretário, que comprovariam as acusações.

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