Professora incentiva alunos a conversar com pedófilo na internet

12 de novembro de 2011


A Diretoria Regional de Ensino abriu essa semana, uma apuração preliminar para verificar a conduta de uma professora de língua portuguesa, da escola estadual Maria Ramos, no Pacaembu, que determinou para que uma aluna de 11 anos, que cursa a 6º série, entrasse em uma sala de bate-papo na internet para conversar com pessoas que buscam sexo virtual e possível pedófilos.

Carta que a professora escreveu no caderno do alunoA professora chegou a escrever um bilhete no caderno da aluna passando orientações sobre como ela deveria agir na sala de bate-papo. Uma dessas orientações era a de entrar com um nickname (nome virtual) falso e usando a idade verdadeira. Outra era de que os pais avaliassem e vigiassem a conversa.

O Primeira Página teve acesso ao bilhete e conversou com o padrasto e a mãe da aluna. Sob a condição de anonimato, o padrasto concordou em gravar entrevista.

A dirigente regional de ensino, Débora Gonzáles Costa Blanco, disse que o objetivo dessa apuração preliminar é averiguar se os procedimentos da professora foram adequados ou não.

O trabalho, de acordo com os pais da menina, foi solicitado pela professora na aula da última quarta-feira (9).

“Quando eu fui buscar a minha filha na escola, ela estava chorando meio que com medo de estar falando pra gente o que havia ocorrido na sala de aula sobre o trabalho que a professora tinha passado, que era sobre pedofilia. Ela (professora) mandou a menina entrar na internet falar a idade dela mesmo, manter contato com a pessoa e até marcar encontros. Eu achei isso o cúmulo do absurdo. A professora está na sala de aula para educar, para ser um espelho para os alunos e não fazer esse tipo de trabalho. Hoje tem campanhas contra a pedofilia, a TV e o rádio pedem para que os pais orientem e verifiquem o que os seus filhos estão fazendo na internet. Agora vem essa professora e pede para uma criança entrar na internet e se relacionar no bate-papo, isso é um absurdo”, disse o padrasto.

Ele também informou que manteve contato com a Diretoria Regional de Ensino, pedindo para que a sua enteada seja matriculada em outra escola. Na quinta-feira, a família procurou auxílio com a advogada Sandra Nucci para obter orientações sobre como eles devem agir de agora em diante.

A reportagem também manteve contato telefônico com o promotor da Vara da Infância e Juventude, Marcelo Mizuno, que informou que apesar de o caso causar indignação na família, não houve nenhuma prática de crime por parte da professora.

A dirigente regional de ensino, Débora Gonzáles Costa Blanco, disse que logo que tomou conhecimento do problema, tomou todas as providências administrativas.

Ela informou que a professora está há cerca de oito anos dando aula na rede pública estadual e que ela continuará trabalhando normalmente até que os fatos sejam apurados.

Com relação à aluna, Débora informou que se ela não estiver se sentindo bem na escola, a diretoria colocará à disposição uma vaga em outra escola na região onde a mesma reside. 

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