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Quem foi Francesco Forgione?

Nascia em 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália), Francesco Forgione São Padre Pio de Pietrelcina

09/05/2021 16h18 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
Quem foi Francesco Forgione? Foto: Divulgação

Filho de Grazio Forgione e Maria Giuseppa Di Nunzio, Padre Pio, pertencia a uma família italiana muito humilde. Sua casa era constituída por três cômodos térreos.

Seus pais eram analfabetos, porém de uma fé muito sólida, e repassavam seus ensinamentos a todos os filhos, ao todo sete, sendo que quatro morreram cedo.

Padre Pio foi batizado Francesco, no dia seguinte ao seu nascimento na rústica Igreja de Sant’Anna.

Menino sempre obediente a seus pais e apaixonado pela oração, fazia suas preces diariamente.

A vida de Padre Pio foi marcada por uma contínua batalha espiritual contra o demônio, com a intenção de impedí-lo de salvar almas.

No final de sua primeira infância, ele havia tido visões celestiais (as aparições eram do Anjo da Guarda, do Senhor e de Maria), mas também via os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedrontavam muito.

Aos 12 anos, recebeu o sacramento da Crisma e a Primeira Eucaristia, na mesma igreja que fora batizado, agora em 27 de setembro de 1899.

Seu pai sempre o incentivou a estudar, ele era um garoto obediente, esforçado e muito inteligente. Aos 15 anos terminara os estudos que para nós compreenderia o ensino médio atual. Nessa época, o pequeno Francesco já havia decidido pelo sacerdócio.

Por volta do ano de 1903, antes de sua entrada no convento dos capuchinos, teve uma visão, uma luta do bem contra o mal, tendo sempre o Senhor seu lado.

Era o inicio das batalhas espirituais que teria ao longo da vida.

Com 16 anos, no dia 06 janeiro de 1903, Francesco deixa sua casa para entrar no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinos, em Marcone. No dia 22 do mesmo mês, veste seu hábito franciscano e passa a chamar Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples, e no dia 27 de janeiro de 1907, os votos solenes.

Padre Pio foi muitas vezes vitimado por calúnias, acusações e difamações, mas ele sempre se manteve firme na fé e quando os fatos verdadeiros vieram à tona, ele foi inocentado.

Seus primeiros anos na vida religiosa foram marcados por frequentes doenças, com sintomas estranhos. Com o passar dos anos os problemas de saúde foram aumentando, não tendo respostas quaisquer dos tratamentos que fazia. A partir daí os médicos acharam melhor mandá-lo de volta a sua terra natal.

Padre Pio ficava um tempo em casa, regressando ao convento quando melhorava. Logo, havia uma piora novamente, e ele era encaminhado para casa novamente, ate que seus superiores conseguiram graças ao documento Congregação dos Religiosos, autorização para que ele vivesse em sua terra natal, longe do convento, mas usando seu hábito e não deixando seus costumes. Ele também foi autorizado a celebrar as missas, e fazia na Igreja onde fora batizado.

Ao longo de toda sua vida dedicada a salvar almas, Padre Pio viveu imerso nas realidades sobrenaturais.

As visões que teve no final de sua primeira infância continuaram por toda sua vida.

Muitas vezes o demônio aparecia em forma de um gato negro e selvagem, outras na forma de jovens moças nuas e provocativas, para tentar sua castidade e lhe roubar a paz.

Mas, o maior perigo era quando o demônio aparecia a padre Pio de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco…) e também nas formas de pessoas as quais ele devia submissão (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual).

Em 1910 Padre Pio recebeu os estigmas invisíveis, agora além de meditar o sofrimento de Cristo, vivia-os na própria carne.

O tempo que ele passou fora do convento em Pietrelcina, celebrando missa ficou conhecido como “os sete anos de Pietrelcina”. Foram anos alternados de visões diabólicas e estados de graça.

Na década de 1918, quando a gripe espanhola assolava a população, onde devo citar como vítimas da epidemia, dois dos três videntes de Fátima, Francisco e Jacinta, na Festa dos Estigmas de São Francisco, numa sexta-feira, após fazer suas orações, Padre Pio começou a sangrar e sentiu seu coração transpassado.

No seu diário espiritual, Padre Pio relata o que sentiu: dor, crítica, humilhação, confusão. Não tinha paz, invocou o Senhor com todas as suas forças:

“Permita-me a dor, aumenta-a se o Senhor quiser, mas livra-me das marcas invisíveis. Dá-me a graça de que não sejam vistas!”

Porém, mesmo querendo esconder os estigmas, logo todos ficaram sabendo do acontecido, saindo até no noticiário de Nápoles, Itália e posteriormente por todo mundo.

Ele foi submetido a várias consultas médicas, por ordem de seus superiores e do Santo Ofício, mas para a ciência, era impossível explicar o que estava acontecendo.

Mesmo assim, ele continuou celebrando as missas, confessando e dirigindo almas, pessoalmente ou por escrito, sempre preocupado em esconder as feridas e as dores que os estigmas causavam.

Da mesma maneira que os estigmas apareceram, também foram embora, misteriosamente, depois de 50 anos: apareceram numa sexta-feira de 1918 e desapareceram também numa sexta-feira de 1968.

Padre Pio fez sua páscoa em 23 de setembro de 1968 às 2h30. Após sua morte, seus estigmas haviam desaparecido sem deixar cicatrizes, fato esse atestado por três médicos.

Em maio de 1999, na solene Praça de São Pedro, o então Papa João Paulo II anunciou de fato o Frei de Pietrelcina entre os beatos. Nessa época não se imaginaria que sua canonização seria em 16 de junho de 2002.

Deus abençoe você!

Gisele Botêga

Missão Consagra-te.

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