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São Carlos projeta vacinar 70% da população até outubro

Município recebeu 3.800 doses da Pfizer para prosseguir vacinação do grupo sem comorbidades; novo lote é aguardado para amanhã

13/06/2021 05h42 - Atualizado há 2 meses Publicado por: Redação
São Carlos projeta vacinar 70% da população até outubro Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Carlos (SP) prevê vacinar contra a Covid-19, pelo menos com a primeira dose, 180 mil pessoas até o início de outubro, o que corresponde a 70% da população da cidade. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de São Carlos (SP), Crislaine Mestre, houve uma redução de aproximadamente mil doses na aplicação do imunizante quando comparado maio a abril. Isso se deve a dificuldade de algumas pessoas que tiveram de conseguir o documento que comprovasse a comorbidades.

O município recebeu na sexta-feira, 11, cerca de 3.800 doses da vacina Pfizer para continuar a vacinação do grupo sem comorbidades. Desde 4 de maio a cidade não avançava na aplicação de doses para novas faixas etárias da população, por falta do imunizante. O imunizante da Pfizer tem o intervalo entre doses de 90 dias.

No sábado, 12, iniciou-se a vacinação de pessoas sem comorbidades entre 58 e 59 anos e dos profissionais da Educação entre 18 e 44 anos. A projeção é de que cerca de 10 mil pessoas estejam nesses grupos para imunização contra a Covid-19. A expectativa é que na segunda-feira, 14, um novo lote de vacina chegue para dar continuidade ao grupo sem comorbidades entre 56 e 57 anos, e até sexta-feira, 18, atinja as pessoas com 55 anos.

Dados da Prefeitura indicaram que até o momento 104.476 doses da vacina contra a Covid-19 já foram aplicadas no município. O que representa 26,64% da população com a primeira dose e 14,50% com a segunda dose para uma população estimada em 254 mil habitantes.

Em São Carlos, as doses remanescentes dos frascos, que foi apelidado de xepa da vacina, têm sido aplicadas desde 8 de fevereiro. Para não desperdiçar o imunizante que sobra no frasco, a Prefeitura optou em administrar essas doses nos profissionais que estão ingressando no serviço de saúde, que ainda não tinham recebido a vacina.

Segundo Crislaine, em média, sobram 25 doses diárias. “Não há qualquer desperdício. As unidades de saúde dos bairros acionam as pessoas dos grupos aptos a receber a vacina e essas doses são aplicadas”.

FALTOSOS – Porém, a Prefeitura registrou 900 pessoas que até o momento não foram receber a segunda dose da vacina. As unidades de saúde fazem a busca ativa ligando para essas pessoas, contudo, o número vem aumentando na cidade. “A imunização completa se dá com as duas doses. Por isso é importante que este grupo procure os postos de vacinação e finalize o processo”, afirmou Crislaine.

LOCAIS DE VACINAÇÃO – Os profissionais da educação devem procurar as unidades básicas de saúde do Cidade Aracy, Azulville, Redenção, Santa Felícia ou São José para receber a imunização. O horário de atendimento será das 9 às 15 horas. Os profissionais da educação devem fazer o cadastro no site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao e imprimir o voucher com o QR Code, além de apresentar documento com foto e CPF.

Já as pessoas de 58 e 59 anos com ou sem comorbidades devem procurar os postos volantes com sistema drive-thru na FESC (Fundação Educacional São Carlos), na Vila Nery; no Estádio do Luisão, na Vila Prado, nos estacionamentos do Shopping Iguatemi e da UNICEP, das 9 às 15 horas.

Todos devem fazer o cadastro prévio no www.vacinaja.sp.gov.br e, no dia da vacinação, levar impresso o formulário de vacinação disponível no link http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/VacinaJa. No caso do relatório médico de comorbidades, o documento deve ser preenchido pelo médico que trata o paciente, lista de comorbidades no http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/RelatorioComorbidades). Também deve apresentar documento com foto e CPF.

CONTÁGIO – A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde reforçou que mesmo as pessoas vacinadas devem manter protocolos de segurança para evitar o contágio com o distanciamento social, uso de máscara e a higienização das mãos. “A vacina protege contra o agravamento da doença, mas não elimina o vírus e o contágio continua ativo. Precisamos conscientizar a população que, para voltarmos às atividades como eram antes da pandemia, só com 90% da população imunizada com as duas doses”.

São Carlos contabilizou 20.802 casos positivos para Covid-19 e totalizou 386 óbitos até sexta-feira, 11. A taxa de ocupação dos leitos especiais para Covid-19 destinados a adultos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pelo SUS (Sistema Único de Saúde) está em 95,45% com 42 pessoas internadas.

Influenza

Vacinação contra a gripe está com baixa adesão na cidade

Dados da Prefeitura de São Carlos (SP) indicam que apenas 35% do público alvo foi aos postos buscar pela vacina contra o H1N1 (Influenza), vírus que causa a gripe.  Comparado ao ano passado, quando houve uma procura superior a 90% da população, há uma baixa demanda pelo imunizante da gripe, como afirmou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Crislaine Mestre.

Atualmente a vacina contra a gripe está aberta para crianças entre seis meses e seis anos de idade; gestantes e puérperas; indígenas; trabalhadores da saúde; idosos a partir de 60 anos; professores das escolas públicas e particulares; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Com a baixa adesão, a previsão é que o Ministério da Saúde prorrogue a data final da campanha de vacinação da gripe. Após esse período, que deve se estender até início de agosto, a vacina ficará aberta à população em geral.

De acordo com o médico especialista em geriatria, Gustavo Munno, a vacinação é um grande advento da medicina como foi o antibiótico. “Quando se pensa em vacina, se trata de saúde pública. Não é uma proteção individual, mas uma imunidade de grupo. A gripe está dentro do diagnóstico de doenças infectocontagiosas que podem ter pico de incidência e atingir uma parte significativa da população”.

O médico explicou que um maior número de pessoas vacinadas diminui a circulação e consequentemente a proliferação de variantes com a mutação do vírus. “Gripe é uma doença séria, na literatura médica estima-se que 500 mil pessoas morram vítimas do H1N1 e suas variantes. Porém, é uma no cenário atual com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas que apresentam síndrome gripal acabam sendo direcionadas para o mesmo setor hospitalar do paciente com a Covid-19. “Até se detectar que é uma gripe, é possível que o paciente já tenha adquirido o vírus da Covid-19”, alertou.

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